*Colaboraram Liziane Stoelben e Rafael Viana
Produtores rurais da região realizam protestos, nesta sexta-feira (30), em apoio ao movimento estadual que reivindica a aprovação do Projeto de Lei da securitização das dívidas rurais. Até o momento, há registros de manifestações em Arroio Grande, Canguçu, Piratini e São Lourenço do Sul.
Em Arroio Grande, a mobilização teve início na noite da quinta-feira (29), quando produtores começaram a se reunir no trevo de acesso à cidade, no quilômetro 612 na BR-116, levando tratores e outros equipamentos agrícolas como forma de simbolizar a força do setor no município.
A manifestação ganhou o apoio da Associação Comercial de Arroio Grande, que também se posicionou em defesa das pautas dos agricultores. A entidade destaca a importância do agronegócio para a economia local, sendo o principal motor de desenvolvimento e geração de renda do município.

Representantes dos poderes Executivo e Legislativo também estiveram presentes no local da mobilização, reafirmando o compromisso com as demandas do setor rural. O clima do protesto foi pacífico e organizado, com falas de produtores, lideranças locais e autoridades que reforçaram a necessidade de políticas públicas voltadas ao fortalecimento do campo.
A manifestação em São Lourenço do Sul ocorre desde a manhã desta sexta-feira no quilômetro 468 da BR-116, próximo ao arroio Passo do Pinto. Outros protestos acontecem nos quilômetros 124 e 171 da BR-392, em Canguçu e Piratini, reunindo agricultores de diferentes localidades. Também estão sendo usados tratores na mobilização. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), as manifestações devem se estender até as 17h, com bloqueios de 10 minutos no máximo.

Segundo os organizadores, a principal motivação do protesto é pressionar o governo federal a acelerar a tramitação e aprovação do projeto que visa permitir a renegociação de dívidas adquiridas pelos produtores, em especial após as perdas causadas por eventos climáticos e dificuldades de mercado.
O movimento integra uma mobilização mais ampla que ocorre em diversas cidades gaúchas. As lideranças rurais esperam que a pressão conjunta resulte em avanços concretos nas negociações com o governo e no atendimento às reivindicações do setor, principalmente um prazo maior para o pagamento das dívidas.

*Em atualização




