RS inicia telemedicina pediátrica para orientar profissionais e tentar reduzir transferências

Serviço funciona à distância e atende equipes do interior em meio ao aumento de casos respiratórios. (Foto: Arthur Vargas/Ascom SES)

*Com informações da Assessoria de Imprensa

O governo do Rio Grande do Sul iniciou nesta semana um serviço de telemedicina pediátrica para dar suporte remoto a profissionais de saúde em diferentes regiões do estado. A medida ocorre em um contexto de aumento da demanda por atendimento infantil, especialmente por doenças respiratórias.

O atendimento é realizado por médicos a partir do Departamento de Regulação Estadual (DRE) e funciona diariamente, das 10h às 22h. A equipe orienta profissionais que atuam em hospitais de menor porte, unidades de pronto atendimento e também em UTIs pediátricas e neonatais.

Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, o serviço inclui a análise de casos de crianças que aguardam leitos ou transferência. A partir dessa triagem, os especialistas entram em contato com as equipes locais para discutir condutas clínicas e indicar tratamentos, com o objetivo de evitar deslocamentos quando possível.

A estratégia retoma iniciativas adotadas em anos anteriores durante o inverno, quando há aumento de internações por síndrome respiratória aguda grave. Criado em 2022, o modelo de telemedicina foi ampliado nos anos seguintes para incluir UTIs neonatais e enfermarias pediátricas.

A implementação ocorre após o governo estadual decretar situação de emergência em saúde pública, diante da alta na circulação de vírus respiratórios. O cenário tem pressionado o sistema de saúde, especialmente na rede pediátrica, onde há crescimento das filas por atendimento e internação.

Como parte das ações para o período, o estado prevê a abertura de mais de 1,8 mil leitos, entre estruturas financiadas com recursos estaduais e federais. Também foram anunciadas medidas como reforço na atenção básica, ampliação de horários em unidades de saúde e intensificação de campanhas de vacinação.

Especialistas apontam que o suporte remoto pode ajudar a qualificar o atendimento em regiões com menor acesso a especialistas, mas ressaltam que a eficácia depende da integração com a rede presencial e da disponibilidade de estrutura local.