Basf celebra 20 anos do sistema Clearfield na Colheita do Arroz

O engenheiro agrônomo Miguel Manosso é responsável pelo Desenvolvimento de Mercado da Basf. (Foto: Adilson Cruz/JTR)

Foi exatamente na 33ª Abertura da Colheita do Arroz, realizada entre os dias 14 e 16 de fevereiro na Estação Experimental da Embrapa Clima Temperado, no Capão do Leão, que a transnacional da indústria química Basf celebrou os 20 anos do lançamento do sistema Clearfield.

A celebração é justa. Afinal, quando surgiu, o Clearfield foi visto pelos produtores como uma revolução na cultura do arroz devido a pelo menos três fatores: ineditismo, tecnologias empregadas e eficiência na solução de problemas com plantas daninhas, em especial o arroz vermelho – praga “complicada” na cultura orizícola. “Temos relatos de muitos agricultores de que se não fosse esse sistema já teriam deixado o campo ou saído da cultura do arroz, teriam migrado para outras culturas e diminuído ainda mais a área”, conta ao Jornal Tradição Regional o engenheiro agrônomo Miguel Manosso, responsável pelo setor de Desenvolvimento de Mercado da empresa para a metade Sul.

Para além dessas duas décadas, Manosso garante que a empresa projeta o futuro para o agronegócio. Para marcar os 20 anos do Clearfield, a Basf lançou durante o evento em seu amplo estande montado na Estação Terras Baixas da Embrapa o sistema Provísia. De acordo com o engenheiro agrônomo, é uma nova tecnologia a ser utilizada para fazer a rotação de culturas com a soja. O objetivo é o mesmo que o produtor sempre deseja: garantir mais produtividade, diminuir custos e proporcionar longevidade na produção. Em resumo: mais rentabilidade e custo menor.

Sistema Clearfield

“O produtor já não via mais alternativas em função do arroz vermelho, que inutilizava muitas áreas e impedia tetos produtivos e rentabilidades consideradas aceitáveis”, diz o engenheiro agrônomo. O Clearfield, conta ele, possibilitou o manejo do espectro de plantas daninhas como o arroz vermelho, trazendo novos patamares de controle sobre as pragas e novos patamares de produtividade, rentabilidade e qualidade nos grãos. “De repente o produtor saiu de três mil, quatro mil quilos para até oito mil quilos por hectare”, afirma Manosso.

A segunda geração do sistema chegou em 2010, desta vez com a utilização do herbicida Kifix – base da tecnologia Clearfield. Segundo ele, um herbicida completo, com dois ingredientes ativos que atuam sobre plantas daninhas ativas e no solo, oferece um patamar de controle ainda mais eficiente.

Já a nova plataforma da Basf para a lavoura de arroz, o sistema Provísia, é um outro grupo de herbicidas. Ele assegura que é uma alternativa eficiente para o manejo das principais gramíneas que castigam a cultura do arroz, como o capim arroz, gramas e arroz vermelho – praga, ele concorda, que desafia a ciência. Importante: “O Provísia não vem para substituir o sistema Clearfield, mas para unir forças, também com a soja, uma ferramenta necessária para o sistema produtivo, com a possibilidade de o produtor ter pelo menos duas safras por ano, o que é muito mais rentável para a propriedade, para o produtor e para a cadeia produtiva.”

Ele acrescenta ainda outra vantagem da soja, além da rentabilidade, na rotação de cultura: o grão contribui para o manejo das plantas daninhas no arroz, com variedades muito bem adaptadas à realidade da Metade Sul, especialmente da Zona Sul, com mais de 500 mil hectares plantados na região. “A soja é necessária para esse sistema”, reitera.

Mapeamento digital

Na soja, marca de agricultura digital, o engenheiro agrônomo fala de outro produto Basf, o xarvio, que faz o mapeamento digital de plantas daninhas por meio de sobrevoo de um drone. O objeto faz a localização da área e aponta onde há necessidade da aplicação de herbicidas, diminuindo recursos como água e entrada de maquinário, dentre os benefícios que implicam diminuição de custos.

“O xarvio mapeia a área somente nas daninhas, o que gera uma economia de quase 70%. E os dois principais produtos são os dois lançamentos na parte de fungicidas e controle de doenças, o Blavity e Belyan, que vai entrar para a próxima safra. É uma mistura tripla que conta com revisol, ingrediente ativo exclusivo da Basf. Dá um espectro muito grande para as principais doenças. Belyan primeira aplicação, Blavity na segunda, vai ser referência no mercado do controle de doenças, base do nosso portfólio futuro”, anuncia.

Conforme Manosso, pesquisas para desenvolvimento de novos produtos levam em média dez anos. Na área da agricultura, a Basf, maior empresa química do mundo, investe, segundo ele, 900 milhões de euros em pesquisa para a agricultura. “Precisa ser eficiente, amigo do meio ambiente e estar em linha com o que o produtor espera, que é eficiência, seletividade e fácil manuseio”, afirma.

Colheita do Arroz e feedback

Para o responsável pelo setor de Desenvolvimento de Mercado da Basf para a Metade Sul, a presença e o investimento da empresa nesta 33ª edição da Colheita do Arroz é mais que justificado. De acordo com ele, estar presente no evento é, além de vitrine, uma grande oportunidade de acessar um grande número de pessoas, conversar com o público e mostrar, na prática, o funcionamento do produto. “É também oportunidade de levar informações e escutá-los, o que é muito importante. Os produtores nos trazem dúvidas, é uma troca fantástica”, elogia.

Somente na manhã de terça, disse Manosso, havia 900 produtores na Abertura da Colheita do Arroz; na quarta, dia da cerimônia de abertura oficial, eram mais de mil, além de grupos específicos, que se dirigiam ao estande da Basf com interesses determinados.

“A proximidade com o produtor é fundamental, fazê-lo continuar na atividade com lucratividade, sem migrar para outra, oferecer a possibilidade de experimentar novas soluções, é o nosso legado e nossa contribuição.”