Inicia produção de tabaco em São Lourenço do Sul

O casal Hain e Rosani Hax trabalha com a cultura desde 1997. Foto: Catarine Thiel/JTR

Se inicia mais uma safra de um dos principais produtos da Região Sul: o tabaco. Apesar de muitos produtores estarem insatisfeitos com os preços pagos pelas empresas na safra passada, eles começam uma nova na esperança que desta vez vai ser melhor. E na agricultura deve ser assim, persistência é a palavra de ordem.

Neste ano, a estimativa da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) é que sejam plantados 8 mil hectares da planta em São Lourenço do Sul. Os meses de agosto e setembro são marcados pelo plantio e, até o momento, 60% de pés de tabaco foram plantados.

O município é o terceiro maior produtor de fumo em folha do Brasil, ficando atrás de Canguçu e Venâncio Aires. Esse protagonismo se deve porque a maioria das propriedades rurais da região é minifúndio, de pequena extensão territorial.

A estimativa da Afubra é que sejam plantados
8 mil hectares de tabaco no município. Foto: Catarine Thiel/JTR

Além disso, o tabaco produzido na região tem grande aceitação no mercado exterior. “Estas são as principais características que viabilizam a produção de tabaco por aqui, pois a cultura necessita de pequena área de terras e a qualidade produzida aqui na Região Sul chama bastante a atenção das empresas fumageiras”, afirma o coordenador do Sistema Mutualista, Geber Ehlert.

A utilização de novas tecnologias também é destaque no município. O sistema de fertilização e irrigação, chamado de fertirrigação, possibilita que sejam aplicados água e nutrientes às plantas pela mesma tubulação. Isso facilita o trabalho do agricultor e proporciona mais qualidade de vida no campo.

A disseminação desta técnica é um diferencial da região. A família Hax, na localidade de Picada Moinhos, investiu na fertirrigação há dois anos e consegue ver a diferença na qualidade da planta e na diminuição da mão de obra.

A adoção do fumo como cultura principal se deve pela rentabilidade. O plantio do tabaco começou em 1997 pelo casal Hain e Rosani Hax. Ela conta que no começo foi muito difícil, pois a cultura necessita de um investimento alto, como a construção de estufas, galpões e piscinas. Logo depois, os filhos Natália e Toni começaram a ajudar na produção e, assim, foi crescendo. Os filhos se casaram e mais duas pessoas vieram para ajudar, o genro Sérgio e a nora Mônica, aumentando a produção e, consequentemente, a lucratividade.

Dentre os investimentos realizados pela família Hax, está a construção de piscinas para o desenvolvimento das plantas. Foto: Catarine Thiel/JTR

Novos investimentos foram feitos para a safra 2020/2021, como a correção de solo, com aplicação de duas cargas de 20 mil quilos de calcário, além da construção de mais quatro piscinas para o desenvolvimento das plantas.

No ano passado, as famílias plantaram 120 mil pés de fumo e neste ano, aumentaram para 130 mil pés. A estimativa é que sejam colhidos, em média, 25 mil quilos de fumo, como foi na safra passada. Para isso, é importante que as condições climáticas sejam favoráveis.