Com a missão de dar visibilidade às produções voltadas a conteúdos educativos, culturais e científicos da cidade, a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), em parceria com a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e o Governo Federal, realizou, em junho, a cerimônia de inauguração da estação de TV da Universidade, com a torre de transmissão instalada no Centro da cidade, na rua Sete de Setembro, nº 25. A iniciativa faz parte do Programa Brasil Digital, coordenado pelo Ministério das Comunicações, com apoio da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
De acordo com Marislei Ribeiro, diretora de TV do curso de Jornalismo, a criação da televisão nasceu entre os professores do curso da Universidade, a partir do objetivo dos docentes de dialogar com a sociedade de forma ativa. “A TV UFPel oferecerá um espaço insubstituível para a formação acadêmica. Para as demais áreas importantes produções multimídias, para web, rádio, impresso e integração. Como veículo de comunicação pública, também deve ter a centralidade de seus processos direcionados às cidadãs e cidadãos”, diz.
Para a professora, poder integrar a rede nacional de comunicação pública representa uma articulação importante com as demais emissoras. “É uma oportunidade de intercâmbio entre profissionais do setor, e também de construir parcerias com outras emissoras universitárias que fazem parte da EBC”, pontua. Ela destaca que, em breve, essa integração será fortalecida com a TV da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Desenvolvimento e aprimoramento dos estudantes são prioridades
Além do alcance nacional e da conexão com outras emissoras educativas, a oportunidade é valiosa para os estudantes na visão da reitora Ursula da Silva e do pró-
reitor de extensão, Fábio Lima. Para eles, a integração contribui para o exercício do conhecimento na área da comunicação, ampliando possibilidades de extensão, ensino e pesquisa. “A divulgação dos trabalhos acadêmicos promove motivação, pertencimento e engajamento entre estudantes e servidores”, detalham.
A diretora adjunta de TV, Michele Negrini, reforça essa perspectiva. Para ela, a integração também deve ser fundamental aos alunos do curso. “Teremos a possibilidade de veicular produções e ampliar as nossas transmissões de conteúdo regional e local. Eles terão maior alcance, sendo veiculados amplamente. Então os nossos estudos vão ser mais visualizados e Pelotas terá maior visibilidade”, afirma.
População engajada e bem informada
A comunidade também deve ser beneficiada pela parceria. Conforme Ursula e Lima, a comunidade regional “terá acesso ampliado a uma programação que valoriza o bem viver, com a possibilidade de personalização regional dos conteúdos, sempre embasada no interesse coletivo. Além disso, essa parceria permitirá à sociedade compreender melhor a abrangência e relevância dos projetos da UFPel, fortalecendo a conexão entre a Universidade e os territórios que atende”, pontuam.
Segundo eles, a comunicação pública facilita que a sociedade conheça mais profundamente as ações e projetos da Universidade, funcionando como ponte entre as instituições e a população. “A possibilidade de produzir e divulgar conteúdos adequados permite que o trabalho acadêmico seja apresentado de forma compreensível e atrativa, ampliando o interesse e a validação social referentes ao papel institucional da UFPel”, destacam.
Mais do que assistir a uma programação, a população deve, ainda, participar da estação de TV na estruturação de pautas. “A Universidade pretende dedicar espaços temáticos na grade de programação para comunicar ações e projetos que atendam a demandas regionais e nacionais, envolvendo a sociedade desde a concepção até a execução. Essa estratégia visa fortalecer a Universidade como agente ativo na melhoria da qualidade de vida, estimulando a criação de redes colaborativas mais amplas”, completam.
O secretário de Comunicação do município, Tony Sechi, reforça a importância da nova estação na difusão de informações locais. “A TV UFPel representa muito mais do que um canal de comunicação. Ela conecta a Universidade e a comunidade, levando informação de qualidade, ciência, cultura, educação e valorizando a produção da nossa região”, avalia.
Conteúdos que atendem necessidades atuais
Conforme Michele, os conteúdos transmitidos estão sendo planejados para atender ao contexto atual e ao público jovem, com vídeos breves que coincidam com as plataformas digitais. “Vamos pensar nas características dos jovens e na atuação de um jornalista bem desenvolvido, visando uma boa apuração e uma narrativa bem desenvolvida. Isso é muito significativo”, detalha. Entre as produções, a sociedade poderá contar com documentários e telejornais sobre diversas temáticas.
Da mesma forma, para Marislei, esse formato de transmissão deve captar o olhar da juventude em um cenário dominado pelos ambientes virtuais. “Penso que ao dar voz para veicular conteúdos locais e regionais, valorizando a cultura, educação, esporte e lazer, estamos estimulando a participação de jovens talentosos e criativos e proporcionando a inclusão, a diversidade e a pluralidade” ressalta.
Em um cenário mediado por informações frequentemente influenciadas por interesses comerciais ou políticos, a reitora e o pró-reitor reforçam a necessidade da iniciativa. “A TV enfatiza a missão da universidade pública de promover uma programação de qualidade, voltada para a ciência e informação, garantindo autonomia à sociedade para a tomada de decisões. A rede pública, por sua abrangência gratuita e universal, alcança públicos muitas vezes dependentes das grandes emissoras comerciais, democratizando o acesso à informação”, finalizam.




