
Uma reunião na terça-feira (24), conduzida pela secretária de Governo, Miriam Marroni, decidiu que a Prefeitura irá manter o programa Vida Ativa. A resolução foi tomada no mesmo dia em que a Câmara de Vereadores negou pela segunda vez analisar a continuidade do projeto, encerrando de vez a discussão no âmbito do Legislativo. Uma reunião foi agendada para a manhã desta quarta-feira (25), com participação da secretária de Governo, a procuradora geral do município, Cristiane Grequi Cardoso, e o secretário de Esportes, Lazer e Juventude, Paulo Lobo. A ideia é traçar um plano de trabalho para retornar as atividades completas em curto, médio e longo prazo.
“Nossa gestão não vai deixar o Vida Ativa morrer, o programa demonstrou um alcance extraordinário na vida das pessoas do ponto de vista da saúde física, mental e ainda no âmbito da inclusão, prevenindo doenças graves como demência e depressão – não é o governo o principal prejudicado com o encerramento do Vida Ativa, e sim a população, por isso mesmo não iremos poupar esforços para mantê-lo”, disse Miriam.
De acordo com a secretária de Governo, a Prefeitura estuda fazer um rearranjo interno com professores da rede municipal e com servidores da área da atividade física em cargos de comissão para uma retomada inicial e gradativa das atividades. Enquanto isso, a gestão seguirá buscando alternativas a serem implementadas até a retomada completa do programa. Otimista, Miriam acredita que a iniciativa será capaz de garantir a continuidade do Vida Ativa em sua integridade. Mesmo assim, ela lamenta a situação. “É um programa estruturado, com 13 anos de atividade, pela primeira vez haveria uma verba substancial para reajustá-lo, com direito à equiparação salarial com os profissionais de nível superior da Prefeitura, vamos garanti-lo, mas vai sofrer uma interrupção, as atividades serão inicialmente reduzidas e a retomada completa será gradual, nosso objetivo era outro”, diz.
Entenda
A crise que colocou em risco a existência do programa foi desencadeada no dia 10 de março com o parecer contrário na CCJ da Câmara de Vereadores pela continuidade do programa. A decisão não permitiu levar ao plenário a solicitação do governo pela contratação emergencial de 30 profissionais para assegurar a continuidade e o reajuste do Vida Ativa. O orçamento previsto saltaria de R$ 822,6 mil no ano passado para R$ 1,5 milhão neste ano. No dia seguinte, a liderança do governo no Legislativo interpôs recurso no qual apelou para uma reconsideração da deliberação. O pedido foi negado na sessão de terça-feira (25) pela presidência da Casa.



