A Universidade Federal de Pelotas (UFPel) promoveu, na segunda-feira (23), um encontro que reuniu estudantes, professores, meteorologistas e representantes de órgãos de segurança pública de municípios da região sul do Rio Grande do Sul, em alusão ao Dia Meteorológico Mundial. O objetivo foi reforçar a integração entre a meteorologia e as defesas civis, considerada estratégica para aprimorar a prevenção e a resposta a eventos climáticos extremos.
Realizada na Faculdade de Meteorologia, no campus Capão do Leão, a programação também marcou o início do período letivo, com recepção aos alunos e atividades que aproximaram a formação acadêmica da atuação prática de profissionais que lidam diretamente com situações de risco.
Um dos momentos centrais do evento foi a entrega da moeda institucional da Defesa Civil pelo coordenador regional, Coronel Facin, ao professor doutor Marcelo Félix Alonso, diretor da unidade acadêmica. A homenagem simboliza o reconhecimento ao trabalho dos meteorologistas na prevenção, monitoramento e resposta a desastres naturais, reforçando o papel da área na proteção da população.
Com o tema global “Observando hoje, protegendo o amanhã”, definido pela Organização Meteorológica Mundial, o encontro enfatizou a importância do monitoramento climático na antecipação de fenômenos e na redução de impactos. Durante as atividades, destacou-se a necessidade de fortalecer a articulação entre universidades, centros de pesquisa e órgãos públicos, especialmente as defesas civis municipais, responsáveis pela atuação direta em situações de emergência.
A troca de informações em tempo real e o uso de dados meteorológicos qualificados foram apontados como fatores decisivos para decisões mais rápidas e eficientes, incluindo ações preventivas como evacuações e mobilização de equipes. Também foram apresentadas informações sobre o funcionamento do Centro de Monitoramento da Defesa Civil do Estado, projeções climáticas para o outono e uma visita técnica à estrutura de previsão do tempo da universidade.
O meteorologista Bruno Zanetti, egresso da UFPel e atualmente atuando na Defesa Civil estadual, destacou que o aumento da frequência de eventos extremos exige integração direta entre diferentes níveis de atuação. “Situações de tempo severo frequentemente requerem a antecipação de ações, como evacuações e o posicionamento estratégico de equipes; portanto, o alinhamento prévio entre as instituições é fundamental para garantir a eficiência desse processo e minimizar os impactos à população”, afirmou.
A região sul do Rio Grande do Sul é considerada sensível a fenômenos como chuvas intensas, enchentes e vendavais, reforçando a importância de iniciativas voltadas à resiliência climática e à capacidade de antecipar, resistir e se recuperar de eventos adversos. No encontro, a integração entre ciência e gestão pública foi apontada como um dos principais caminhos para ampliar a preparação dos municípios diante dos desafios impostos pelas mudanças no clima.




