
*Com informações da Assessoria de Imprensa
O governo federal acompanha possíveis impactos da escalada do conflito no Oriente Médio sobre a cadeia global de medicamentos, em meio a temores de encarecimento de insumos e dificuldades logísticas. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a situação está controlada no momento, mas segue sob monitoramento.
“Guerras afetam diretamente a saúde, tanto pelo impacto humano quanto pela destruição de estruturas e pela pressão sobre cadeias de suprimento”, afirmou neste sábado (21), durante agenda no Hospital Universitário de Brasília.
De acordo com o ministro, até agora não houve alteração relevante nos custos logísticos ou na distribuição de medicamentos no país. Ainda assim, a pasta mantém vigilância sobre o cenário internacional, especialmente após a intensificação dos confrontos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
O conflito, iniciado no fim de fevereiro, já provocou oscilações no mercado de petróleo, insumo estratégico para diversos setores industriais, incluindo o farmacêutico. Parte significativa dos medicamentos depende de derivados petroquímicos em sua composição ou no processo produtivo.
Analistas apontam que a instabilidade no Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de um quarto do petróleo mundial — pode pressionar ainda mais os preços internacionais e afetar cadeias de produção. Em momentos recentes, o barril chegou a níveis elevados, refletindo a incerteza no abastecimento.
Padilha afirmou que tratou do tema em conversas com autoridades de China e Índia, principais fornecedores globais de insumos farmacêuticos. Segundo ele, eventuais gargalos nessas rotas podem repercutir diretamente na produção de medicamentos.
“Se há aumento no preço do petróleo ou dificuldade no transporte, isso pode impactar a fabricação de matérias-primas essenciais”, disse.
Apesar dos riscos, o ministério avalia que não há, no curto prazo, ameaça de desabastecimento no Brasil. A pasta, no entanto, não descarta rever estratégias de compras e estoques caso o cenário internacional se deteriore.



