
Rio Grande sedia, de 26 de março a 5 de abril, a 4ª edição do Festimar (Festival do Mar), com foco no Centro Histórico e Praia do Cassino. O evento, com entrada gratuita, celebra a cultura marítima, gastronomia local e esportes. Entre os destaques estão a Roda-Gigante do Park Tiarajú, apresentações artísticas e shows musicais, objetivando fomentar o turismo e a economia da Noiva do Mar.
De acordo com o secretário de Desenvolvimento, Inovação, Turismo e Economia do Mar de Rio Grande, Vítor Magalhães, a festa surgiu com o objetivo de integrar a identidade dos rio-grandinos e promover o sentimento de pertencimento. “Assim como Pelotas tem a Festa do Doce, Caxias do Sul, a Festa da Uva, e Pinheiro Machado, a Festa da Ovelha, Rio Grande estava sem um evento próprio desde a extinção da antiga Festa do Mar. Em 2021, começamos a organizar o primeiro Festival do Mar. A ideia é colocar a cidade em festa”, afirma.
Segundo o secretário, o Festimar tem atraído visitantes de diversas cidades e até de outros países. A realização do evento coincide, estrategicamente, com a Semana de Turismo do Uruguai, com o objetivo de potencializar o fluxo turístico do município.
O chefe da pasta ainda destaca o impacto econômico esperado. Para ele, a gratuidade do evento beneficia os comerciantes participantes ao favorecer um maior consumo por parte dos visitantes. “O objetivo do desenvolvimento econômico é a geração de consumo. Nós propiciamos que quem comercializa consiga vender mais, pois não há cobrança de ingresso da população, assim, eles podem consumir mais com o mesmo dinheiro”, pontua.
A prefeita Darlene Pereira (PT) confirma a relevância do Festimar para Rio Grande, que, assim como outras cidades de seu entorno, passa a ter uma festa que contenha as suas características. “O Festimar é hoje um grande destaque na região, pela diversidade das atrações e por ser gratuito, recebendo pessoas e famílias, independentemente de sua condição financeira e social. Os dois grandes legados de cada edição são a valorização do nosso centro histórico e o aumento que provoca na autoestima de cada cidadão e cidadã da cidade. É nele que valorizamos e destacamos o que somos e o que temos: uma cidade com quase 300 anos de história”, detalha.
Para Magalhães, um dos principais propósitos do Festival é criar memórias positivas para quem prestigia a festividade, já que ela desempenha um papel significativo na projeção turística do município. “A partir do momento que nós temos um festival tão organizado, trazendo benefício real para a população rio-grandina e para os comerciantes, conseguimos gerar memória afetiva na sociedade. É essencial conceder um atendimento adequado para que essas pessoas retornem aqui”, conclui o secretário.



