Ernani Polo (PP) aposta em educação e desenvolvimento em pré-candidatura ao governo do estado

Com mais de três décadas de vida política, Polo vem como aposta do Progressistas em uma direita moderada. (Foto: Rafaela Stark/JTR)

Após três anos à frente da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, o secretário e deputado estadual Ernani Polo (PP) encerrou o seu ciclo de gestão em meados de janeiro. Com foco em contribuir ainda mais para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul, Polo compartilhou, na última sexta-feira (6), em participação no Tradição Entrevista, juntamente com os deputados estaduais Afonso Hamm (PP) e Marcos Vinícius (PP), os desafios e expectativas advindos da sua pré-candidatura ao governo do estado. A conversa na íntegra está disponível no canal do YouTube do JTR.

De acordo com Polo, a campanha tem sido vivida com otimismo e motivação. “Estamos começando bem, com muito otimismo. É um caminho longo, naturalmente, mas eu estou com grande motivação e animado por tudo que nós estamos acompanhando nesses pouco menos de 30 dias, quando me desliguei da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e comecei a trabalhar de forma dedicada e focada na consolidação da nossa pré-candidatura a governador”, conta.

Para o pré-candidato, a experiência recente na Secretaria foi fundamental para adquirir novos saberes e aprendizados na vida política. “Cada função pública que você ocupa, você acaba adquirindo experiência e conhecimento. Foi assim na época da Secretaria da Agricultura, na presidência da Assembleia e agora, nesses últimos três anos, como Secretário de Desenvolvimento Econômico. Nós conseguimos, a partir de um trabalho articulado, consolidar os maiores investimentos da história do Rio Grande do Sul neste período”, pontua Polo.

Em relação à economia, ele enfatiza a necessidade de investimentos que revertam melhores condições para o estado, que, por sua vez, tem o dever de devolver em serviços à população nas áreas que são essenciais. Para que o investidor possa atuar no Rio Grande do Sul, conforme o deputado, é preciso proporcionar segurança jurídica a ele, junto com a certeza de que o poder público está bem gerido.

A fim de promover convicção aos investidores, Polo afirma que o caminho é a educação, área fundamental para aperfeiçoar a produtividade. “Nós estamos chegando com uma população mais envelhecida e economicamente ativa menor, e para que tenhamos crescimento econômico, temos que melhorar a produtividade e, para isso, você tem alguns eixos. Um deles é melhorar a formação, a qualidade do ensino, e também trazer a inovação. Com a inovação, você consegue produzir mais”, detalha. Polo reforça ainda que, para investir em saúde, segurança, educação ou qualquer outra área, é necessário que o estado possua uma disciplina fiscal, ou seja, mantenha a manutenção de contas públicas equilibradas.

Ao final da entrevista, os deputados discorreram sobre o fim do contrato com a Ecovias Sul e seu impacto para a zona sul. “Sabemos que uma concessão é importante, mas nós chegamos ao patamar de sermos os pedágios mais caros do Brasil. Um veículo de passeio pagar 19,60, andar poucos quilômetros e pagar mais um, às vezes gasta mais com pedágio do que com combustível. Não é contra uma concessionária, mas contra a tarifa”, destaca Hamm.

O deputado Marcos Vinícius ressalta que outras alternativas podem ser analisadas em relação às rodovias da região. “Eu não posso aceitar que só a zona sul tenha pedágio. Eu defendo um novo modelo de pedágio para a BR-116 e para BR-392. A região com maior fluxo de cargas de transporte está na serra e na região metropolitana, então eu sou contrário a um modelo de pedágio que olhe só para região sul – isso eu vou me posicionar sempre”, conclui.