Câmara de Pelotas aprova afastamento de vereadora do PSOL por 60 dias

Fernanda Miranda responde a processo disciplinar após ter sido flagrada com cigarros de maconha em evento de carnaval e diz que decisão tem motivação política. (Foto: Divulgação)

*Com informações da Assessoria de Imprensa

A vereadora Fernanda Miranda (PSOL) foi afastada por 60 dias do seu cargo. A votação, realizada na quarta-feira (31), foi feita de maneira nominal, com treze votos favoráveis e  seis contra a suspensão. O afastamento foi solicitado pelo Gabinete da Presidência da Câmara, com base no artigo 30 do Código de Ética e Decoro Parlamentar, e considera o Memorando nº 37.528/2025 e relatório anexado ao processo disciplinar.

O procedimento foi instaurado em março, depois que a vereadora foi abordada durante um evento de carnaval e encontrada com dois cigarros de maconha. Na ocasião, Fernanda Miranda admitiu a posse da substância, mas negou ter feito uso em local público. Em sua defesa, argumentou que a posse de pequenas quantidades não constitui crime e afirmou que o processo tem caráter político.

Antes de chegar ao plenário, o afastamento já havia sido aprovado pela Comissão de Ética da Câmara, em 22 de dezembro. O parecer foi apresentado pelo vereador Marcos Ferreira, conhecido como Marcola (UB), que atualmente ocupa o cargo de secretário municipal de Habitação.

A sessão que confirmou o afastamento contou com a presença de apoiadores da parlamentar, que se manifestaram contra a punição e pediram o arquivamento do processo.

Após o resultado da votação, Fernanda Miranda criticou a condução do procedimento e o comportamento de parte dos vereadores. Afirmou que deixa o mandato temporariamente “de cabeça erguida” e declarou que a decisão será lembrada na história política da cidade.

Votaram favoravelmente ao afastamento parlamentares do PL, Progressistas, União Brasil, PSB, PV, Cidadania e parte da bancada do PSD. Foram contrários vereadores do PT, do PSOL, um do PSDB e um do Progressistas. O presidente da Câmara, Carlos Junior (PSD), também se posicionou contra a medida.

Durante o período de afastamento, a Câmara deverá dar andamento aos trâmites administrativos relacionados ao mandato.

A vereadora afirmou que seguirá atuando politicamente durante a suspensão e destacou o apoio de eleitores. Disse manter o compromisso com pautas sociais, como os direitos da classe trabalhadora, das mulheres, da população LGBT+ e da população negra.