CMPC Celulose e Neltume Ports criam joint venture para construir terminal de celulose no Porto do Rio Grande

A sociedade recebeu neste mês aval regulatório da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) e terá investimento estimado em R$ 1,5 bilhão. (Foto: Portos RS/Ascom)

*Com informações da Assessoria de Imprensa

A CMPC Celulose e a Neltume Ports firmaram uma joint venture para implantar um terminal portuário dedicado à movimentação de carga geral, com foco em celulose, no Porto do Rio Grande, no sul do Rio Grande do Sul. Batizada de Terminal Rio Grande do Sul S/A, a sociedade recebeu neste mês aval regulatório da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) e terá investimento estimado em R$ 1,5 bilhão, com previsão de geração de empregos e ampliação da capacidade logística do porto.

O projeto avançou na última semana, com a assinatura do Contrato de Adesão entre a Secretaria Nacional de Portos, o Ministério de Portos e Aeroportos, a Antaq e a empresa. O instrumento concede à joint venture o direito de implantar e explorar um Terminal de Uso Privado (TUP) no município de Rio Grande.

No início do mês, após consulta pública, a Antaq reconheceu a viabilidade da celebração do contrato, etapa necessária para autorizar a construção e a exploração do terminal. O acordo é firmado com o Ministério de Portos e Aeroportos, que atua como poder concedente.

Segundo o projeto apresentado, o terminal contará com dois berços de atracação para navios, dois berços para barcaças e um armazém com capacidade estática de 194 mil toneladas de celulose. A estrutura deve ampliar de forma significativa a capacidade operacional do Porto do Rio Grande, um dos principais corredores de exportação do Estado.

Durante a fase de implantação, a expectativa é de criação de mais de 1.200 empregos. Na etapa operacional, o terminal deverá empregar cerca de 450 trabalhadores diretos e mais de 2.100 indiretos, incluindo trabalhadores avulsos e caminhoneiros.

O empreendimento também prevê um repasse de R$ 142,7 milhões à Portos RS, valor destinado à dragagem de aprofundamento do Canal de Acesso e da Bacia de Evolução do Porto Novo. A intervenção deve beneficiar todas as cargas movimentadas nessa área do complexo portuário.

Entre os próximos passos do projeto estão a cessão de uso do terreno, atualmente em análise pela Superintendência do Patrimônio da União (SPU), a realização de audiência pública e a obtenção da Licença Prévia e da Licença de Instalação junto à Fepam (Fundação Estadual de Proteção Ambiental) do Rio Grande do Sul.