“A Câmara Kinder Ovo”, segundo Paulo Coitinho, cada sessão uma surpresa

Sérgio Corrêa, jornalista e radialista.

A expressão, bem criativa, comparando a Câmara ao Kinder Ovo não é desse colunista, foi dita pelo vereador Paulo Coitinho (Cidadania) em entrevista com Sérgio Corrêa na programação da Rádio Tupanci, a coluna apenas reproduz.

Os seis primeiros meses de mandato tanto do Executivo quanto do Legislativo sinalizam a necessidade de muito diálogo político entre os dois poderes.

Em um exercício futurístico, não se pode descartar novo arranjo político, reduzindo a participação de partidos que não têm representação no Legislativo e que, atualmente, ocupam secretarias e outros espaços de poder em troca de mais espaço aos partidos com cadeiras na Câmara que estão no governo, assim como partidos que poderão assumir a condição de base governista, reduzindo alguns tensionamentos existentes.

Contudo, cabe refletir sobre algumas variáveis que compõem o presente e o futuro das relações políticas até a eleição de 2026. Dentre elas estão à disposição de diálogo dos vereadores em primeiro mandato que chegaram ao Legislativo em janeiro e as futuras alianças partidárias visando as próximas eleições, que irão definir a linha dos discursos de quem é governo ou oposição. Lembremos que para as eleições do ano que vem, a vinda a Pelotas de candidatos à presidência da República, Câmara Federal, Senado e governo do Estado tem como principais anfitriões os vereadores.

Pequena base parlamentar ideológica, fogo amigo da política de federação e polarização entre PT e PL são elementos que vêm transformando a Câmara de Vereadores de Pelotas em uma panela de pressão. Além das denúncias e fiscalizações promovidas pelos vereadores no exercício do mandato no ambiente parlamentar, as redes sociais tornaram-se uma espécie de extensão do parlamento, onde manifestações acaloradas aumentam as tensões entre os poderes e internamente no Legislativo quando se trata de conflito entre vereadores.

Kinder Ovo II

Na quarta-feira (18), na Câmara de Vereadores, enquanto o vereador Arthur Halal (PP) dava continuidade aos trabalhos da CPI do Sanep, outra denúncia foi encaminhada à Casa Legislativa.

O coordenador geral do Conselho Municipal de Saúde de Pelotas (CMSPEL), Cesar Lima, entregou ao legislativo pelotense um documento informando que o órgão encontra-se com suas atividades paralisadas, fechado para atendimento à população por falta de funcionários administrativos devido a ações de retaliação da Secretaria Municipal de Saúde  contra o CMSPEL, as quais configuram crimes contra a população, inviabilizando os trabalhos do conselho, ferindo a Legislação Federal, principalmente a Resolução 453 de 10 de maio de 2012 do Conselho Nacional de Saúde (CNS).

A escalada de guerra

Algo estranho e contraditório está acontecendo, o presidente americano Donald Trump não perde a oportunidade para demonstrar sua superioridade, os Estados Unidos sempre estiveram presentes na maioria das guerras sob a alegação de que iriam restabelecer a democracia. No entanto, nos conflitos em curso, Trump tem se utilizado mais da retórica buscando se constituir como grande mediador, tanto que durante a campanha para a presidência dos Estados Unidos ele afirmou que uma vez eleito terminaria com a guerra entre Rússia e Ucrânia em poucos dias. Nada disso aconteceu, muito pelo contrário, a guerra ganhou novos contornos e parece não ter fim.

Por outro lado, Trump apoia Israel no extermínio da população civil da faixa de Gaza, que não tem quem a defenda, e delira publicamente dizendo: “eu não quero ser bonitinho, não quero ser um cara esperto, mas a Riviera do Oriente Médio, isso pode ser tão magnifico”, transformar Gaza em Riviera do Oriente Médio com praias e resorts.

Já no conflito de Israel contra o Irã, Trump assume sua prepotência ao afirmar que ainda não vai matar o líder supremo do Irã e determina ao país o cessar fogo para um novo acordo sobre armas nucleares. Ele esquece que o Irã pode bloquear o estreito de Hormuz como medida de retaliação, causando desabastecimento de petróleo no mundo e atingindo o preço global do petróleo.

Urgente

Enquanto o mundo parece estar de cabeça para baixo, o Rio Grande do Sul novamente é inundado pelas águas das chuvas. É preciso urgentemente parar tudo e repensar a relação da humanidade com o planeta.