Desvendando o rótulo dos alimentos: o que você precisa saber antes de colocar no carrinho

Profª. Me. Nutr. Bárbara Freitas. (Foto: Arquivo pessoal)

Você já parou no corredor do mercado segurando um pacote de biscoito ou um pão integral, tentando entender o que está escrito no rótulo? Se sim, você não está sozinho. Os rótulos dos alimentos podem parecer um quebra-cabeça, mas entender o que eles dizem é uma ferramenta poderosa para cuidar da saúde — seja você um jovem buscando mais energia para a rotina agitada ou alguém mais velho tentando manter o controle da pressão ou do açúcar no sangue.

A boa notícia é que com algumas estratégias simples, qualquer pessoa pode aprender a fazer escolhas melhores e mais conscientes. Vamos juntos desvendar o que realmente importa?

Primeiro, olhe a lista de ingredientes. Ela está em ordem decrescente: o primeiro ingrediente é o que tem em maior quantidade no produto. Se os primeiros itens forem açúcar, farinha branca, gordura vegetal ou nomes complicados como “xarope de glicose”, é sinal de alerta. Prefira produtos com listas curtas e com ingredientes que você reconhece — como farinha de trigo integral, azeite de oliva ou aveia.

Depois, vá para a tabela nutricional. Aqui, vale atenção especial para:

Porção: muitos produtos parecem “leves” porque a porção indicada é pequena. Um pacote pode ter várias porções, então fique atento ao total que você realmente consome;

Açúcares adicionados: mesmo alimentos salgados podem conter açúcar escondido;

Gorduras: especialmente evite gorduras trans, que aumentam o risco de doenças cardíacas;

Sódio: o excesso está ligado à pressão alta. Muitos embutidos, temperos prontos e alimentos ultraprocessados são ricos em sódio, mesmo os que parecem “naturais”.

Uma estratégia valiosa: os alimentos da feira raramente vêm com rótulo — e isso é um bom sinal! Quanto mais natural e caseira for sua alimentação, menos você precisa se preocupar com ingredientes escondidos.

Na nossa região, temos fartura de alimentos que fazem bem e não precisam de tradução: feijão preto, batata-doce, milho, ovos caipiras, frutas como bergamota e pêssego, além da nossa tradicional farinha de milho. Que tal usar a farinha de milho fina para fazer um bolo caseiro no lugar dos bolos prontos de pacotinho cheios de aditivos?

E se der vontade de um lanchinho rápido, prepare em casa um pão de queijo com polvilho e queijo colonial — assim você sabe exatamente o que está comendo e ainda valoriza os ingredientes locais. Ler o rótulo é um hábito que, com o tempo, se torna automático. E mais do que isso: é uma forma de cuidar de si mesmo e da família. Lembre-se: a indústria quer vender, mas você tem o poder de escolher.

E você, já tem o costume de olhar os rótulos antes de comprar? Tem alguma dúvida sobre um produto específico ou quer sugestões de trocas saudáveis? Escreva para a coluna e participe! Sua pergunta pode virar tema da próxima semana.

(Foto: Divulgação)