Um de meus passatempos favoritos é a corrida de rua. Entrei para este mundo aos 19 anos e, entre corridas e pausas, já estou há mais de 20 anos nesta “brincadeira”. Uma das coisas que fazem parte do mundo da corrida é aquilo que chamamos de “quebra”. Ela acontece quando um corredor não consegue terminar uma prova ou não consegue fazer a distância que imaginava, seja por causa de uma lesão ou outro motivo alheio a sua vontade. Foi o que aconteceu comigo alguns dias atrás.
Participei de uma prova na qual me propusera correr 10 quilômetros. Acontece que eu estava sob uma forte gripe! Após iniciar a prova, aproximando-me da metade, tive de parar após o quilômetro quatro. Senti que não dava para seguir adiante, especialmente pela dor no peito e a forte tosse que me atingiram. Após desistir, a primeira sensação foi de frustração, afinal de contas, a ideia é sempre terminar o desafio, mesmo que seja no último lugar.
Entretanto, depois, pensando melhor, concluí que a “quebra” foi bem-vinda, pois, os sintomas gripais não podiam ser ignorados, era meu dever cuidar da saúde para seguir em frente. Assim também é na vida cristã, nem sempre as coisas que projetamos dão certo. Compreender tais momentos e seguir em frente apesar das adversidades é o desafio que temos, compreendendo assim que “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus” (Romanos 8.28).
Portanto, diante dos altos e baixos da vida, não percamos a esperança, aceitemos com resiliência as circunstâncias e confiemos Naquele que nos ama, nosso Deus.
Pastor Valdir Lopes Junior
Igreja Luterana da Redenção – Pelotas – RS



