
A produção de fumo em São Lourenço do Sul é uma atividade tradicional e de grande importância econômica para a região. O município é o quarto maior produtor de tabaco do Brasil, com mais de 3.500 famílias envolvidas com a cultura. O clima e o solo da região, além da geografia das propriedades, fazem o fumo ser a melhor opção para quem busca rentabilidade e produtividade em pequenas áreas.
Sérgio Ritter e sua esposa Natália, casados há 14 anos, dedicam-se à produção de tabaco desde o início da vida juntos. Logo após o casamento, Ritter foi morar na propriedade da família de Natália em Picada Moinhos (6º distrito), onde o cultivo de fumo já fazia parte da rotina. Desde então, o casal trabalha em conjunto com outras duas famílias que moram na propriedade, mantendo viva essa tradição agrícola e expandindo a produção ao longo dos anos.
Acompanhando os pais desde a infância na lavoura, eles conhecem os desafios da produção. Ritter lembra que o trabalho era muito mais árduo, quase todo feito manualmente, destacando que, ao longo do tempo, a mecanização trouxe alívio e agilidade às tarefas diárias. Hoje, com o apoio de máquinas e implementos agrícolas, o casal cultiva cerca de 150 mil pés de fumo, dividindo igualmente os custos e os lucros entre as três famílias da propriedade.
Mesmo com a mecanização de diversas etapas e a agilidade na produção, o principal desafio continua sendo o clima. Nesta safra, as chuvas em excesso logo após o plantio dos primeiros pés prejudicaram a produção e muitos fertilizantes tiveram que ser reaplicados, aumentando o custo de produção. “A chuva atrapalhou muito. Tivemos que reaplicar fertilizantes, e a erosão também danificou algumas áreas”, explica Ritter. Agora, os dois torcem para que o clima colabore nas próximas fases do ciclo produtivo. Mesmo diante desses obstáculos, a expectativa é de que as vendas se mantenham boas, como ocorreu na safra passada, quando o fumo foi bem valorizado.
Ao longo desses 14 anos, o casal viu suas maiores conquistas materializaremse em forma de bens e melhorias na propriedade através da produção de fumo. Construíram e ampliaram a casa, adquiriram um trator e implementos agrícolas, trocaram de carro e estão reformando os galpões para armazenagem do fumo. “Esses investimentos foram fruto do nosso trabalho e da união da família”, comenta Natália, que também participa ativamente nas decisões e no manejo da lavoura.
O casal espera que, com o esforço e o trabalho de toda a família, continuem crescendo e melhorando a cada ano, sempre com os olhos no futuro e no desenvolvimento da propriedade familiar.




