O grupo de mulheres quilombolas Pérolas Negras, da Comunidade Vó Ernestina, promoveu um encontro e confraternização com famílias quilombolas de Morro Redondo, referente à Semana da Consciência Negra, no último dia 22, na sede da Associação Quilombola.
Na ocasião estiveram presentes o prefeito Diocélio Jaeckel (PTB), os secretários municipais de Educação, Cultura e Desporto, Anderson Güths, de Saúde e Assistência Social, Maria Augustina Ludtke, de Desenvolvimento Rural e Turismo, Flávio Almeida, os vereadores Thiarles Schneider (PT) e Luiz Fernando Dutra Soares (PTB), a coordenadora do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), Ester Sias, e a chefe do escritório municipal da Emater/RS-Ascar, Karin Peglow, além de aproximadamente 70 quilombolas.
Foram apresentadas as atividades do grupo de mulheres, do processo de autoidentificação e certidão da comunidade quilombola, bem como realização de depoimentos de lideranças abordando trajetórias do povo negro no contexto de dificuldades enfrentadas por causa do preconceito étnico-racial.
Fizeram uso da palavra a professora Lúcia Helena Aires; neta e afilhada da Vó Ernestina, Luzia Moraes Dutra; a artesã, agricultora e feirante Maria Helena Costa Duarte; e o integrante da diretoria da Associação Quilombola, Silvio Barboza. A assistente técnica regional da Emater/RS-Ascar, Regina Medeiros, e o secretário e quilombola Flávio Almeida também contaram suas vivências, proporcionando reflexões sobre identidade e a Semana da Consciência Negra.
Em sequência, a quilombola e pedagoga Odeane Schug Pereira Simões, que coordenou a mesa, destacou a importância do momento, apresentando o trabalho do Pérolas Negras, com destaque para a confecção e comercialização das bonecas negras. O grupo foi constituído em junho deste ano, com aproximadamente 15 mulheres, e tem como objetivos refletir sobre a identidade quilombola, criar um espaço de diálogo e promoção da saúde, como também gerar renda.
O Pérolas Negras reúne-se quinzenalmente na sede da Associação Quilombola e tem a parceria da Emater-RS/Ascar e do CRAS nas atividades. O grupo vem participando de eventos ligados ao turismo, assim como feiras, levando sua identidade através das bonecas negras e da trajetória da comunidade.
Retratando este momento, a quilombola Marlei Dias Fernandes da Silva expressou o significado do grupo. “Além de fazer as bonecas e com isso gerar renda, o grupo vem transformando nossas vidas e elevando nossa autoestima, inclusive evitando a depressão”, disse.
Por fim, também foram expostas publicações, fotos e vídeos em homenagem a Vó Ernestina, ancestral que deu origem ao nome da comunidade, tendo vivido até os 105 anos. Neste ano celebraria 115 anos. O evento teve participação do Museu Histórico, que expôs materiais relacionados à história da comunidade.




