Turuçu: Emater/RS-Ascar acompanha visitas e promove troca de experiências entre agricultores e instituições de pesquisa e ensino

Alunos do curso de Agronomia da Universidade Federal de Pelotas visitaram a agroindústria Sabor e Saúde. (Foto: Divulgação)

O dia 28 de novembro foi de visitas no município de Turuçu. Agricultores familiares e agroindústrias receberam instituições de ensino e pesquisa para troca de experiências, fortalecimento de laços e aprendizado. Na parte da manhã a instituição pública de pesquisa agropecuária Embrapa visitou uma Unidade de Observação implantada no município. À tarde foi a vez de receber uma turma de alunos da Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel (FAEM) da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

A extensionista rural do escritório municipal da Emater/RS-Ascar e agrônoma Janaína Rosa acompanhou as visitas e destacou a importância do ato. “São momentos de muita troca, sejam de informações, de vivências e de conhecimento. Todos, sejam extensionistas, agricultores, pesquisadores, professores e alunos, saem com algo novo após esse encontro”, disse.

Pela manhã, a pesquisadora Daniela Lopes Leite e a analista Andrea Noronha, ambas da Embapa, visitaram a família Tuchtenhagen, sendo recebidas pela agricultura Verônica. Elas foram acompanhar a fase final da Unidade de observação de cultivares de cebola implantada nesta propriedade em parceria com a Emater. Além da observação das plantas a campo, as visitantes ainda puderam aprender e confeccionar “réstias de cebola”, uma forma tradicional de conservação de cebola em que a palha é trançada e os bulbos ficam pendurados.

Verônica conta que aprendeu a arte da réstia de cebola com o pai, e que a família sempre produziu a olerícola. A tradição de confeccionar réstias foi mantida, para preservar esse artesanato rural, que atualmente é raro de ser encontrado. As réstias são comercializadas na sede da cooperativa do município (Cooperturuçu), a Casa da Pimenta. A produtora também estará presente no Dia de Campo de Agroecologia, promovido pela Embrapa, comercializando cebolas e outros produtos orgânicos.

Se o turno da manhã teve um viés de pesquisa, o da tarde foi direcionado ao ensino. Uma turma de 40 alunos da agronomia acompanhados pelo professor Claúdio Becker visitou, também com acompanhamento da Emater, a propriedade da família Neuschrank. Eles foram recebidos por Maria Cristina Neuschrank que é dona da propriedade rural onde a primeira estufa de morango fora de solo com sistema recirculante (o que reduz o desperdício de água e adubos) foi implantada no estado do RS. Desde 2019, a família também fundou uma agroindústria para processamento de vegetais e panificados.

A extensionista do escritório municipal da Emater/RS-Ascar, Janaína Rosa, a analista Andrea Noronha e a pesquisadora Daniela Lopes Leite, ambas da Embrapa, junto a produtora Verônica Tuchtenhagen, com as réstias de cebola. (Foto: Divulgação)

A família também é proprietária da agroindústria Sabor e Saúde, que contou com o auxílio técnico da médica veterinária e chefe da Emater/RS-Ascar Alessandra Storch. “Sem o conhecimento e apoio dela não teríamos conseguido. Tem bastante burocracia e exigências, mas a Alessandra tem um grande domínio, o que facilita e ajuda bastante” relata Maria. Após conhecer as áreas produtivas e agroindústria, os alunos foram brindados com um café da tarde com cuca e suco de morango, produzidos pela anfitriã. Após a visita na propriedade familiar, o grupo ainda esteve na Casa da Pimenta, onde a extensionista Janaína fez um relato do trabalho com extensão rural.

“O dia foi extremamente proveitoso e rico. Trocar experiências e poder contribuir para a formação de colegas agrônomos é uma honra. Poder relatar os desafios e alegrias da extensão rural também me parece muito importante. Seja para sensibilizar a todos do trabalho valoroso que os extensionistas desenvolvem, mas também para, quem sabe, incentivar que mais agrônomos sigam essa área de atuação. Sou muito grata ao professor Claudio Becker pelo interesse e pela oportunidade de troca”, relata a extensionista.

Para Alessandra, a troca de experiências é fundamental para o trabalho, que é feito em conunto. “As instituições de ensino e pesquisa são primordiais na geração de tecnologia e conhecimento para o campo, um trabalho em parceria e conjunto só gera benefícios aos agricultores familiares, que são nosso maior foco”, afirma.