Ações do Setembro Amarelo nos Campi da Furg

Foto: Reprodução/Internet
Alusivo ao Setembro Amarelo, mês dedicado ao debate sobre saúde mental e prevenção ao suicídio, diversos setores da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) promoveram – e continuam promovendo -, ações orientadas para o tema. Nos campi, diversas iniciativas acontecem também em fluxo contínuo para oferecer alternativas para minimizar os impactos decorrentes de sofrimentos psicológicos. Conheça a seguir alguns dos dispositivos e mecanismos disponíveis na instituição e como acessá-los em caso de necessidade.
 

Ações alusivas ao Setembro Amarelo

Em Santa Vitória do Palmar, foi construída uma programação com dois eventos específicos voltados para a conscientização e debate sobre saúde mental. O primeiro deles aconteceu na última quarta-feira, 15, e discutiu a ansiedade na vida acadêmica, propondo alternativas para minimizar o problema e encontrar saídas.

A segunda ação aconteceu na quarta-feira, 22, oportunidade na qual foi debatida a questão do suicídio na saúde pública, bem como alguns caminhos possíveis para a prevenção e intervenção de situações que envolvam sofrimento psicológico. A atividade contou com a presença e mediação de equipes da Prae, Caps e Atenção Básica de Santa Vitória do Palmar.

Em Santo Antônio da Patrulha o Grupo de Empreendedorismo Social (GES), por meio do projeto “Nós por Nós” organizou um bate-papo virtual sobre prevenção ao suicídio que aconteceu no dia 10 de setembro. Outra atividade pertinente ao tema está planejada para a próxima quarta-feira, 29, consistindo em uma conversa entre o psicólogo escolar do campus e a coordenadora do CAP-SAP, contando com transmissão ao vivo no Facebook da Prae-SAP.

Ações de fluxo contínuo

Em São Lourenço do Sul não foram propostas ações específicas para o mês alusivo. No entanto, de acordo com a psicóloga Larissa Pacheco, da Prae lotada no campus, ações e mecanismos de prevenção sobre saúde mental são desenvolvidas de forma contínua. “A gente compreende que é importante ter um momento para lembrar e intensificar o debate sobre temas específicos, mas, do nosso ponto de vista, as questões sobre saúde mental precisam ser trabalhadas sempre, de forma contínua”, explicou a servidora.

Segundo a psicóloga, este trabalho tem início com a Acolhida Cidadã. “Nesse primeiro semestre de 2021, nós realizamos três ações, uma inclusive com todos os psicólogos da Prae, de todos os campi, denominada Cartas a Quem Chega”, apontou Larissa. A ação reuniu estudantes de toda universidade, de diferentes etapas da graduação e diferentes grupos de representatividade para produzir um vídeo falando o que diria para si mesmo caso estivesse chegando, naquele momento, na FURG. “Com este material produzimos um único vídeo, viabilizando a conversa com os recém-chegados, tocando em temas como a vida acadêmica, seus desafios e expectativas, para, de fato, acolher essas pessoas, mostrando que existe uma equipe com psicólogos, pedagogos e assistentes sociais que está de portas abertas para ouvir e falar sobre todos esses temas”, adicionou.

Outra atividade relacionada à Acolhida Cidadã é o ‘Ateliê Literário: Isso Não é Coisa do Outro Mundo’. Este é um projeto de ensino promovido pela Prae-SLS com o Instituto de Letras e Artes (ILA) por meio do curso de Letras de São Lourenço do Sul, e acontece ao longo do ano. A proposta foi pensada durante a pandemia para desenvolver atividades em conjunto com instituições de educação do município, estreitando laços com a comunidade local. “Isso também reflete na saúde mental dos estudantes participantes uma vez que os aproxima de outros atores da sociedade municipal, criando oportunidades para que eles possam se relacionar com outras pessoas e se sentir mais pertencentes à cidade”, declarou Larissa.

O projeto possui encontros quinzenais, e a cada edição, novas obras literárias são apresentadas, seguido de um momento destinado para desenvolver habilidades manuais por meio da dobradura de papel. “O grupo trabalha em torno de um tema, e, enquanto se dedica a executar essa atividade de construção, a gente aprofunda o assunto em questão, criando um ambiente seguro para que as pessoas possam comentar e ouvir sobre suas emoções”, completou a psicóloga.

Atendimentos específicos nos campi

Em São Lourenço do Sul, estudantes que buscarem atendimentos individuais, poderão acessar este serviço em qualquer momento do ano, exceto nas férias. São feitas ações específicas com moradores da casa do estudante, inclusive, proporcionando ações presenciais quando possível assegurar medidas de segurança necessárias dentro do contexto pandêmico.

Também são oferecidos trabalhos como rodas de conversa com cursos e turmas específicas. Na oportunidade, é desenvolvido um trabalho com foco em saúde mental, tecendo estratégias de cuidado para instruir os estudantes a respeito dos mecanismos e ferramentas disponíveis na universidade caso precisem de ajuda específica.

Em Santo Antônio da Patrulha os estudantes que possuam demandas de atendimento psicológico podem procurar a Prae do Campus, cabendo à pró-reitoria fazer o encaminhamento ao psicólogo escolar. Em seguida, o profissional e o aluno definem a melhor plataforma para o atendimento.

Roberson Rosa, psicólogo escolar do Campus, ressalta que existe um diálogo constante com professores e alunos, seja de forma direta ou por meio de rodas de conversa e eventos que promovam a saúde mental da comunidade acadêmica.

Em Santa Vitória do Palmar, o psicólogo escolar Mikael Corrêa tem como principal foco de trabalho os atendimentos individuais voltados para a vida escolar. “Nesse um ano o principal braço de trabalho têm sido os atendimentos individuais que acontecem em um contexto de psicologia escolar”, afirma o servidor. Essa interação envolve demandas que tenham relação com a vida acadêmica, com as dificuldades de ajustes no âmbito universitário, e no contexto pandêmico, o ensino remoto.

O atendimento ocorre em período curto, e, caso exista algum caso voltado para psicoterapia, é feita a ponte para ajudar o aluno a encontrar atendimento capacitado e qualificado. Além disso, acontecem no campus, palestras sobre qualidade de vida no ambiente acadêmico. Essa ação é realizada junto com a equipe da Prae. Mensalmente ocorrem espaços de escuta e conversa com alunos e professores, bem como intervenções em determinados cursos, por meio dos centros e diretórios acadêmicos quando são constatados sinais de alerta.

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