
Ser soberana de um evento vai muito além de vestir um traje, ostentar uma faixa e uma coroa. É carregar no coração a essência da festa, transmitir simpatia e, acima de tudo, sentir um orgulho imenso por representar essa tradição.
A Corte da 13ª Festa do Fumo do Salão Ziebell incorpora tudo isso com paixão. São jovens que sonharam com esse momento e se dedicam com entusiasmo para tornar esta edição inesquecível. No início, suas trajetórias pareciam distantes, mas o tempo e a missão em comum transformaram essas meninas em grandes amigas, unidas pelo propósito de levar o nome da festa adiante. E neste ano, um detalhe inédito torna a Corte ainda mais especial: a Rainha e uma das Princesas são irmãs gêmeas, compartilhando não apenas a vida, mas também esse sonho.
Rainha Raissa Rutz Cardoso

Raissa conta que desde criança participa de concursos de beleza e sua família pelo lado materno é produtora de tabaco. Esses motivos somados a influenciaram a participar da escolha das soberanas da Festa do Fumo, por mais que essa seja uma experiência completamente diferente das que estava acostumada a participar. “Este, além de termos o prazer de representar uma cultura tão importante para tantas famílias, te aproxima de pessoas, faz uma ponte entre as comunidades”.
A jovem conta que ser coroada Rainha era muito mais do que ela sonhava. “Participei com intuito de ser coroada e realizar um sonho, mas receber o título de Rainha estava muito acima do que eu idealizei. Subir ao palco e ver tantas pessoas, amigos e familiares compartilhando e somando na minha felicidade foi algo indescritível. E, aos poucos, sentir a ficha cair e se perguntar: ‘como vai ser agora?’. E a resposta eu tenho hoje. Eu realizei o que um dia era apenas sonho. Porque melhor do que sonhar é vivê-lo”, conta. Para ela, o mais gratificante desta caminhada tem sido conhecer lugares, pessoas e criar laços que levará para a vida toda. Quer deixar boas lembranças e inspirar futuras soberanas a serem sempre autênticas, pois cada uma tem sua essência. E justamente essa diversidade é que fortalece uma corte. “Vivam, aproveitem, se entreguem a todas as possibilidades, pois passa e passa rápido. Então faça que essa experiência seja mágica!”, finaliza.
Princesa Luiza Fischer Schneid

Desde criança inserida na cultura do tabaco, Luiza brincava com o fumo nos galpões sem saber que no futuro seria a representante desse setor tão importante. Aliado a isso, sempre foi fascinada por concursos de beleza, brincava de desfiles e se imaginava com vestidos de soberana. O concurso da Corte da Festa do Fumo foi a soma dessas duas paixões e para chegar até ele foi Mini Rainha e Princesa em outros concursos. Aos 16 anos, se tornou a Princesa da Festa do Fumo. “A sensação de ser coroada foi inexplicável. Eu nunca me senti tão nervosa como nos momentos antes da coroação. Foi um misto de ansiedade e emoção por estar vivendo aquele momento e, quando chamaram meu nome, foi uma explosão de felicidade, com certeza foi um dos momentos mais felizes da minha vida”, reforça.
Como soberana, viveu momentos inesquecíveis e diz que é impossível escolher apenas um momento como o mais especial. “Vivi experiências únicas, conheci pessoas incríveis e fui imensamente feliz ao longo deste ano. Mas nada disso teria o mesmo brilho sem minhas companheiras de reinado, que compartilharam comigo esse sonho, tornando tudo mais leve e especial”.
Sempre unidas, as quatro soberanas construíram juntas memórias que serão levadas para sempre. Luiza quer deixar como legado para as próximas cortes algo simples, mas essencial: viver cada momento intensamente, sentir a magia de representar a Festa, que é tão especial para a região, e ter orgulho de cada fumicultor que simbolizam. “Ser soberana é carregar no coração a felicidade de fazer parte dessa história!”.
Princesa Raiana Rutz Cardoso

Raiana conta que desde criança estava cercada pela cultura do fumo, por meio dos seus avós maternos e tios, mesmo que seus pais, Márcio e Elisane, não atuem nessa área. A jovem revela que já teve a oportunidade de ajudar na colheita e sabe das dificuldades enfrentadas pelos produtores em todas as etapas da safra. “É um prazer enorme poder, agora, representá-los. Tudo fica ainda mais especial quando tem algum significado, e ter a família sonhando e apoiando é ainda mais especial”.
Raiana afirma que uniu essa cultura com uma paixão que a acompanha desde a infância, que são os concursos de beleza. Em sua trajetória, já conquistou títulos importantes e, segundo ela, retornar a esse universo, conectado à realidade de tantas famílias, é gratificante e emocionante. Compartilhar essa caminhada com suas companheiras de reinado e ter o apoio dos seus queridos “patrões”, Mariela e Jader, tornou tudo ainda mais especial. “Para as próximas soberanas gostaria de desejar que não façam um reinado melhor que o nosso, mas que façam o reinado delas, que deixem as suas marcas e a representatividade da Festa e da cultura por onde passarem com muita responsabilidade naquilo que se propuseram a fazer. Que sejam unidas como nós fomos do início ao fim, que isso torna tudo mais fácil e mais lindo! A correria cansa, a coroa pesa, mas passa muito rápido e, no fim, o que resta é a saudade e as boas memórias que construímos ao longo desse reinado. E no fim de tudo isso, como nós, irão ter construído o melhor reinado de todos”, finaliza Raiana.
Miss Simpatia Helena Krüger Nachtigall

Sabe aquela história que sonhos tem a hora certa de acontecer? A história da Helena é assim. A jovem conta que se inscreveu no Concurso em 2023 e não foi coroada. Em 2024, tentou novamente e ganhou o título que sempre sonhou. “Quando me inscrevi, sempre tive em mente que o meu sonho seria ser a Miss Simpatia. E quando o meu nome realmente foi chamado, tive a sensação de estar mais feliz do que nunca, e claro, a emoção tomou conta, afinal, meu maior sonho se realizou em seu tempo certo”.
Representar os fumicultores, especialmente seus pais que sempre a apoiaram, foi a melhor parte do reinado. “Levar o legado da Festa do Fumo a tantos lugares diferentes foi um privilégio imenso. Além disso, a irmandade que tenho com as meninas tornou tudo mais leve e especial, como se já estivéssemos conectados antes mesmo de nos conhecermos”, ressalta.
Sua relação com o fumo vem desde a infância, sendo filha de pais fumicultores e neta de ex-fumicultores. Sempre viu de perto o esforço e o amor que a família dedica à safra. Atualmente, mesmo estudando fora, ajuda na colheita quando pode, e isso a faz compreender ainda mais a paixão por essa cultura.
A jovem quer deixar como legado a inspiração para que as futuras soberanas vivam essa experiência ao máximo, aproveitando cada momento com orgulho e dedicação. A faixa não é apenas um título, mas também uma história de luta e tradição. “Um pequeno lembrete que eu sempre faço: tudo tem a sua hora certa!” reforça Helena.



