Agricultores realizam novo protesto pela securitização de dívidas em São Lourenço do Sul

Manifestação ocorre no quilômetro 468 da rodovia, próximo ao acesso secundário do município. (Foto: Divulgação/Ecovias Sul)

Agricultores realizam, na manhã desta segunda-feira (2), um novo protesto na BR-116 em São Lourenço do Sul. O grupo busca a securitização de dívidas junto ao governo federal, uma medida que facilitaria o acesso ao crédito agrícola e proporcionaria maior alívio financeiro ao setor. Além disso, os manifestantes reivindicam a ampliação dos prazos de pagamento e condições mais favoráveis para quitação dos débitos, levando em consideração os impactos das adversidades climáticas enfrentadas nos últimos anos.

O protesto é organizado pelos próprios produtores e acompanhado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os manifestantes realizam bloqueios intercalados utilizando tratores e máquinas agrícolas. As interrupções ocorrem de cinco em cinco minutos, no quilômetro 468, próximo ao acesso secundário do município, em uma tentativa de chamar a atenção para as demandas do setor.

De acordo com os agricultores, o setor vem sofrendo severamente devido a períodos de estiagem prolongada, além de recentes enchentes que agravaram ainda mais as dificuldades econômicas dos produtores. Eles afirmam que essas condições climáticas adversas resultaram em perdas significativas e comprometeram a capacidade de pagamento das dívidas, dificultando a recuperação financeira dos agricultores.

As manifestações devem continuar até as 17h, com expectativa de que as autoridades atendam às reivindicações por melhorias nas condições de crédito e suporte ao setor.

Houve protestos semelhantes ainda no quilômetro 612 da BR-116 em Arroio Grande e no quilômetro 125 da BR-392 em Canguçu.

Na sexta-feira (30), o protestos aconteceram em Arroio Grande, Canguçu, Piratini e São Lourenço do Sul.

O movimento integra uma mobilização mais ampla que ocorre em diversas cidades gaúchas. As lideranças rurais esperam que a pressão conjunta resulte em avanços concretos nas negociações com o governo e no atendimento às reivindicações do setor, principalmente um prazo maior para o pagamento das dívidas.