Plantio da soja está praticamente concluído no RS

As lavouras foram significativamente beneficiadas por períodos prolongados de insolação e por temperaturas diurnas moderadas. (Foto: Luciano Schwerz/Emater RS-Ascar)

O plantio da soja atinge 98% da área planejada para esta Safra de Verão, predominando a fase de desenvolvimento vegetativo, com 8% das áreas em floração. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado nesta quinta-feira (04/01) pela Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR), em grande parte do território gaúcho, o plantio da soja está concluído, contudo, subsistem áreas destinadas ao cultivo subsequente a tabaco na Região Central, a milho no Vale do Rio Uruguai e em terras baixas, na Metade Sul do Estado, em locais onde os índices de umidade estão mais elevados.

As lavouras foram significativamente beneficiadas por períodos prolongados de insolação e por temperaturas diurnas moderadas. As condições climáticas propiciaram a execução da pulverização de herbicidas para o controle de plantas invasoras em pós-emergência, além da continuidade das aplicações preventivas de fungicidas, uma vez que foram identificados, de forma regular, esporos do fungo responsável pela ferrugem asiática nos pontos de monitoramento, particularmente na Região Oeste do Estado.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen, o plantio da soja encontra-se estabilizado em 95% da área, e sua conclusão está prevista para meados de janeiro, com a implantação em áreas de resteva de milho, conforme o sistema de produção local. Atualmente, 80% das lavouras estão em estágio vegetativo, e 20% em floração. Os dias ensolarados e as temperaturas amenas proporcionaram o pleno desenvolvimento das lavouras, recuperando de forma parcial o atraso no plantio. Porém, o porte é considerado menor em comparação a anos anteriores.

Milho

Enquanto a semeadura do milho alcança 92% da área projetada para esta Safra de Verão, a colheita do grão está iniciando e progride de maneira favorável em virtude da maior radiação solar, intercalada com menor frequência de precipitações. Até o momento, 5% da área cultivada com milho no Estado foi colhida. Os rendimentos continuam heterogêneos, pois uma parcela preserva o potencial inicial, enquanto outra apresenta decréscimos devido à presença de pragas e de doenças ou a danos consequentes de polinização deficiente, causada pelo excesso de chuvas ao longo do florescimento. Atualmente 28% da área cultivada com milho estão em germinação e desenvolvimento vegetativo, 18% estão em floração, 33% em enchimento de grãos e 16% estão em maturação.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, houve um aumento em relação às perdas de produtividade ainda em decorrência das chuvas excessivas durante o período de polinização, o que resultou em espigas pequenas e com falhas na formação dos grãos. Além disso, o empalhamento insuficiente na ponta da espiga, ou seja, sem fechamento completo, bem como as chuvas, durante a fase de maturação, ocasionaram considerável proporção de grãos ardidos, afetando negativamente a qualidade. O intenso vendaval no final do ano de 2023 (29/12) provocou o acamamento de muitas lavouras. Diante desse cenário, a expectativa de perda na produtividade estimada é de aproximadamente 20%.

Olerícolas e Frutícolas 

Pepino – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Soledade, a colheita da 1ª safra está praticamente encerrada. Observa-se grande diferença de produção entre as lavouras a campo e o cultivo protegido. Esse cenário se deve às condições climáticas, principalmente aos altos índices pluviométricos durante o ciclo produtivo, que ocasionaram a entrada de doenças e o abortamento de flores e de frutos nas lavouras a campo. Já os cultivos protegidos costumam ter menor incidência de umidade da chuva e, consequentemente, menos problemas com doenças. Os produtores já estão se preparando para o plantio das áreas de safrinha e realizam a encomenda de sementes e a compra de insumos.

Pêssego – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, a colheita de cultivares tardias – Chiripá, Eragil e Barbosa – começou atrasada, e as frutas apresentam calibre mediano e coloração razoável. Há forte brotação sobre as pernadas nessas variedades, exigindo intervenção por meio da poda verde. Ocorre também ataque de pragas, em especial mosca-das-frutas, que deve ser prevenida a partir da cobertura total de inseticidas nas plantas. Na de Lajeado, o pêssego é cultivado praticamente para o consumo como frutos de mesa. A produção para indústria é muito pequena. Parte das famílias de agricultores utilizam para autoconsumo em compotas e doces. A safra das variedades mais precoces de mesa já se encerrou, e das variedades de meia-estação se encerra na primeira quinzena de janeiro no Vale do Taquari. Os municípios de Alto Feliz, Roca Sales, Teutônia, Poço das Antas, Vale Real e Feliz são os maiores produtores de pêssego dos vales do Caí e Taquari em área de cultivo. Em Roca Sales, a produtividade média inicialmente prevista de 15 t/ha sofreu redução estimada de 40% a 50% em razão do pouco frio no inverno de 2023. Em relação ao aspecto fitossanitário, a principal praga relatada foi mosca-das-frutas, especialmente nos meses de novembro e dezembro, e a doença de maior incidência foi podridão-parda.

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