Da lavoura à indústria, mulheres são protagonistas na produção do tabaco

Mulheres atuam em diferentes etapas da produção. (Fotos: Gelson Pereira)

Ao longo da história da fumicultura nas propriedades rurais, a mulher sempre esteve presente em todos os processos do cultivo do tabaco, além de estar sempre buscando conhecimento, de cuidar da família e de se envolver nas decisões da propriedade.

Ao mesmo tempo em que as mulheres do campo conquistaram mais espaço no meio corporativo e na indústria, o protagonismo das mulheres também cresceu. A BAT Brasil, com mais de 120 anos de história, sempre priorizou o desenvolvimento das suas colaboradoras, proporcionando oportunidades para que alcancem posições de destaque nos quadros da empresa.

A Gerente Sênior de Operações da BAT Brasil, Carolina Mantovani Bohlhalter de Lima, 43 anos, ocupa um cargo de grande responsabilidade na Unidade de Processamento de Santa Cruz do Sul há um ano e três meses e acredita que a cultura da empresa foi decisiva para que ela, como líder, se sentisse bem acolhida. “Fui muito bem recebida por todos, o que facilita para que eu execute minhas funções num cargo de tanta responsabilidade”, argumenta a executiva.

Carolina acredita que a empatia com as pessoas é fundamental para concretizar os objetivos. (Foto: Gelson Pereira)

Enquanto na usina o trabalho é liderado pela Carolina, no campo, Simone Knabach Wilke, 45 anos, é a protagonista em uma propriedade que fica em Canguçu, na região Sul do Estado. O trabalho é feito em conjunto com o marido Alexsandro e o filho Lucas de 21 anos. São 100 mil pés de tabaco Virgínia cultivados, o que exige bastante do trio.

Produtora integrada à BAT Brasil há 21 anos, Simone é uma apaixonada pela cultura. “De tudo o que fazemos aqui na propriedade, o que mais gosto é de plantar tabaco, principalmente do trabalho na lavoura”, afirma.

Além da lavoura que tanto gosta, Simone mostra desenvoltura no cuidado da estufa nos momentos de cura. “Enquanto o Alex volta para a lavoura para preparar a terra para a próxima safra, a estufa fica sob meus cuidados”, explica. Quando não está em trabalhos relacionados ao tabaco, a produtora gosta de cozinhar para a família e se reunir com as amigas nos dias de futebol. “Na nossa região, o futebol é muito forte e nesses encontros falamos de vários assuntos, inclusive, sobre tabaco”.

Safra

Tanto na indústria como na propriedade rural, os períodos de safra são os que mais exigem dedicação. No entendimento da Gerente Sênior de Operações da BAT Brasil, graduada em Química e com experiência de mais de 25 anos na indústria, o segredo é se cercar dos melhores profissionais. “Aqui na empresa, que gira 24 horas por dia durante a safra, conto com a competência dos colegas para ter tranquilidade e tomar as decisões”, explica.

Carolina ressalta que a área de Operações tem tudo a ver com pessoas e o desenvolvimento delas. “Observar o trabalho delas e descobrir onde podem performar melhor e ser mais felizes dentro da empresa é muito gratificante”.

Simone ressalta que a mulher precisa entender todas as etapas da produção e buscar cada vez mais conhecimento. (Foto: Gelson Pereira)

Em algumas oportunidades, Simone esteve na Unidade da BAT Brasil em Santa Cruz do Sul para entregar a sua produção e teve contato com uma compradora de tabaco. “Gostei de ver outras mulheres trabalhando no recebimento de tabaco e saber que uma mulher lidera o processamento. “É muito bom constatar que o tabaco que a gente produz passa por outras mãos femininas”, ressalta Simone.

Exemplo

Do campo até a cidade, Carolina e Simone são apenas exemplos entre milhares de mulheres que se destacam pela sua força, dedicação e cuidado com o trabalho e família. “A paixão pelo trabalho no tabaco me deixa mais cuidadosa, exigente com o resultado” diz Simone. Já Carolina, mãe de dois filhos, entende que a empatia com as pessoas é fundamental para concretizar os objetivos. “Amo pessoas e ajudá-las a se desenvolver também nos faz melhores”, comenta.

Simone destaca que as produtoras precisam entender todas as etapas da produção e buscar cada vez mais conhecimento. “Tem que fazer a frente na propriedade, procurando o que há de melhor para a família”, afirma. Para Carolina, a mulher precisa estudar e se capacitar. “É preciso ter conhecimento para poder ser uma protagonista da sua história”.