Atividades da 30ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz iniciam na quarta-feira (12)

Da esq. para a dir.: Chefe-geral da Embrapa, Roberto Pedroso, presidente da Federarroz, Alexandre Velho e coordenador regional do Irga, André Matos (Foto: Luciara Schneid/JTR)

*Com informações da Assessoria de Imprensa

Começarão na próxima quarta-feira (12) as atividades da 30ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, o maior evento arrozeiro da América Latina e que, pelo segundo ano consecutivo, será realizado na Estação Experimental Terras Baixas (EETB), da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão. O tema deste ano é “Intensificação para sustentabilidade” e a realização é da Federação das Associações de Arrozeiros (Federarroz), Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Embrapa Clima Temperado Pelotas e parceiros. A expectativa é de que mais de sete mil participantes passem pelo evento.

A programação iniciará às 7h30, com o roteiro técnico às lavouras e vitrine tecnológica. As visitas orientadas ocorrerão até o meio-dia. Ao todo, serão apresentadas 34 vitrines tecnológicas com a participação de 19 empresas e instituições. No auditório principal, junto à sede da Embrapa, no primeiro dia ocorrerá às 10h, a reunião da Câmara Setorial do Arroz. Do lado de fora, das 8h às 18h, feira e dinâmica de equipamentos. Ainda no primeiro dia, a partir das 14h, será promovido o fórum técnico, com temas como sustentabilidade: tecnologias, inovações e desafios para a produção de arroz. No segundo dia, será realizado o fórum de mercado. O ato oficial de Abertura da Colheita está marcado para a sexta-feira (14), às 14h.

Entre as novidades, está a criação pela Embrapa de espaço para bate-papos técnicos. No primeiro dia, o tema será sobre o “Controle biológico de insetos aplicados com drones, em soja e milho em rotação com arroz”, a cargo da empresa GeoPlan, de Pelotas. Outro assunto a ser abordado é o “Manejo de bovinos de corte nos sistemas de produção das terras baixas”, com pesquisadores da Embrapa Pecuária Sul. E na mesma data, um pesquisador da Embrapa Soja falará sobre o “Manejo da adubação Potássica e o método Fast-k em soja”.

As conversas técnicas prosseguirão no dia 13 com os temas: “Manejo da irrigação por aspersão em arroz” e “Inoculação com micro-organismos em soja e arroz e a bioeconomia”, ambas a cargo da Embrapa Clima Temperado, “Controle de plantas daninhas em arroz: a experiência norte-americana”, com um pesquisador da Universidade norte-americana de Louisiana, “PlanejArroz: aplicativo para planejar o manejo e estimar a produtividade do arroz irrigado”, um lançamento da Embrapa, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Irga e Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), e “Novas tecnologias na sistematização do solo em terras baixas”, com pesquisadores da Embrapa Clima Temperado e do INIA, do Uruguai.

A Embrapa também preparou local ao lado das dinâmicas das máquinas, que está sendo chamado de Espaço Integração Lavoura-Pecuária, onde haverá apresentações de diversas opções de forrageiras de verão, assim como animais pastejando. Pesquisadores da Embrapa estarão orientando e dando dicas sobre as forrageiras e o manejo da integração lavoura-pecuária em terras baixas.

Na unidade móvel do Senar/RS dentro do evento, a administradora Franciele Tais Linck, fundadora da Moeda da Terra e com MBA Executivo em Economia e Gestão do Agronegócio pela Fundação Getúlio Vargas, vai proferir palestra sobre “Formação do Preço da Soja e Estratégias de Comercialização”. Segundo a especialista, basicamente a palestra busca dar um entendimento sobre o mercado da soja e como ele pode impactar na rentabilidade do produtor. “O foco será explicar como se dá o processo de formação do preço da soja, qual a relação entre Chicago, prêmio e dólar. Quais os fatores que influenciam para que subam ou baixem”, destaca.

A programação paralela prevê, ainda, evento da FieldCrops, equipe de pesquisa agronômica multi-institucional e multidisciplinar. Na quinta-feira (13), em frente à Vitrine Tecnológica do Irga, os professores Alencar Zanon e Filipe Selau, integrantes da equipe, irão ministrar uma palestra sobre “Viabilidade e sustentabilidade da soja em rotação com arroz”. A programação completa pode ser acessada no site do evento www.colheitadoarroz.com.br.

O arroz gaúcho

O cultivo do arroz é a principal atividade econômica de cerca de 140 municípios gaúchos e a cultura é responsável pela geração de 20 mil empregos diretos. Este ano, os produtores foram responsáveis pelo cultivo de 940 mil hectares plantados, que a uma produtividade média de 7,5 mil quilos por hectare devem gerar uma produção entre 7 e 7,1 milhão de toneladas.

Segundo o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Alexandre Velho, seis mil produtores e suas famílias dependem do cultivo do cereal no Estado. “Nós temos que, cada vez mais, buscar alternativas, soluções e ter melhor gestão dos nossos negócios”, afirmou, apontando a soja como opção para a redução de custos e aumento na fertilidade de solo.

Arroz na Zona Sul

Com uma área de 152.074 hectares distribuídos em 360 propriedades, a Zona Sul deve colher 1,26 milhão de toneladas do cereal. A produtividade média esperada é de 8,3 mil quilos por hectare. A soja também passou a ocupar papel importante nas propriedades da região, cultivada em rotação com o arroz, a oleaginosa ocupa nesta safra 2019/2020, 90.732 hectares, distribuídos em 238 propriedades. Na safra 2018/2019, a área plantada foi de 155.619 ha, a produtividade de 8.198 kg/ha e a produção total de 1.275.764,6 toneladas.

Nesta safra, a cultivar de arroz mais semeada é a IRGA 424 RI. A colheita deve começar entre os dias 15 e 20 de fevereiro, em propriedades que plantaram mais cedo. Do total cultivado, 36% da área foi plantada até 1º de outubro, ocorrendo uma antecipação do plantio, já a época ideal de plantio vai até o dia 31 de outubro. No entanto, de acordo com o Irga, neste que é o mês ideal para o plantio do arroz, se plantou menos devido às chuvas. Até 31 de outubro, 69,2% da área, ao redor de 105.235 ha, estava plantada na região.

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