Agroindústria Sítio Dona Luiza vive uma nova fase de diversificação

Inauguração das novas instalações, no início do mês, contou com a presença de representantes da Prefeitura de Capão do Leão, Emater, Senar e Sebrae. (Foto: Adilson Cruz/JTR)

Cinco anos após receber a legalização e a conquista do Selo Sabor Gaúcho, a Agroindústria Sítio Dona Luiza, do produtor Leandro dos Santos Falcão, da localidade de Passo das Pedras, no Capão do Leão, caminha para uma nova fase. A adequação de um espaço com a capacidade de triplicar a produção e a busca pela certificação junto ao Ministério da Agricultura permitirá alçar novos voos com a comercialização dos produtos para os demais municípios da região.

Com a presença de representantes da Prefeitura de Capão do Leão, Emater, Senar e Sebrae, foi realizada, no início de maio, a inauguração simbólica das novas instalações. Além de mais amplo, o local possui espaços exclusivos para maturação, almoxarifado, expedição e vestiário.

Um dos novos desafios de Falcão é conseguir um fornecedor regular de leite. Devido a problemas no fornecimento de energia elétrica, a leitaria, onde havia em torno de 20 vacas, precisou ser desativada. Mensalmente, são necessários dois mil litros para a produção. O empresário busca um pequeno produtor interessado em fornecer o produto e oferece como atrativo o preço pago por litro, que é R$ 1,00 acima do praticado por outras empresas.

Já consagrada com o queijo e o doce de leite, a marca começa a oferecer também o iogurte natural, tipo grego, em três apresentações, todas em potes de 150 gramas: puro ou nos sabores goiaba e doce de leite, produzidos artesanalmente.

“O meu iogurte é probiótico e possui 6,5% de proteína, o que equivale a um ovo. Nossa capacidade de produção de iogurte é enorme, pois cem litros de leite vão virar cem litros de iogurte, enquanto o queijo rende 10% e o doce de leite, 50%”, diz.

Além do iogurte tipo grego — que pode se tornar o carro-chefe da Dona Luiza devido à exclusividade, pois atualmente é a única agroindústria do Estado a produzi-lo —, a agroindústria mantém as linhas de queijos e doce de leite.

Além do queijo colonial — também vendido nas versões com orégano, com pimenta e com orégano, pimenta e alho —, é produzido o frescal, fornecido para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Há planos de começar a produzir o queijo com vinho, para o qual busca o registro.

Dona Luiza recebeu Selo Sabor Gaúcho em 2022

A história da agroindústria começa em 2017, ainda com produção improvisada de queijo em panelas na cozinha de casa. Tendo amigos e familiares como experimentadores, a pequena fábrica começou com a produção de queijos artesanais e doce de leite e obteve a legalização junto ao Sistema de Inspeção Municipal (SIM), em 2020.

Em 2022, recebeu o selo Sabor Gaúcho, sendo a primeira agroindústria do município a receber a distinção. A entrega do certificado de inclusão no Programa Estadual de Agricultura Familiar (Peaf) ocorreu em fevereiro de 2022.

A certificação concedida pelo governo do Estado atesta a conformidade das instalações e produtos com as regras estaduais de produção da agricultura familiar e possibilita a comercialização em grandes feiras, como a Fenadoce e a Expointer.

Atualmente, os produtos são vendidos em feiras livres, no Capão do Leão (nas quintas-feiras, na Feira da Agricultura Familiar) e em Pelotas (terças e sábados, na banca da Mara Merengue, na avenida Bento Gonçalves e no Parque D. Antônio Zattera).

O nome Dona Luiza foi inspirado na bisavó de Falcão, pois a propriedade de 30 hectares foi adquirida pelo avô Lélio Falcão I, que homenageou a mãe, e foi herdada pelo pai, Lélio Falcão II.