Coronavírus: além de uma morte confirmada, governo de São Paulo investiga se quatro óbitos foram causados pela doença

Coletiva de imprensa do governo de São Paulo (Foto: Reprodução/Facebook)

Além de uma morte já confirmada, a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo investiga se outros quatro óbitos foram causados pelo coronavírus. Os cinco casos foram registrados na mesma rede hospitalar.

Em entrevista coletiva no começo desta tarde, o secretário de saúde, José Henrique Germann, informou que a primeira vítima fatal da doença no país é um homem de 62 anos, residente na capital do Estado. Ele tinha diabetes e problemas cardíacos, o que o colocava em grupo de risco.

Segundo Germann, o homem sentiu os primeiros sintomas no dia 10 e foi internado em um hospital privado no dia 14 (sábado). Morreu nesta segunda-feira (16), mesmo dia em que exame teria confirmado a presença do coronavírus. O paciente não estava entre os casos computados nas estatísticas.

“Esperávamos que ocorressem óbitos. Estamos em uma epidemia”, afirmou o secretário.

Durante a entrevista, Germann disse que a secretaria soube de outros quatro mortes que podem ter ocorrido em decorrência da Covid-19. Todos eles ocorreram na mesma rede hospitalar. Esses casos estão sendo investigados.

“Os outros quatro podem ser de outros vírus. Precisamos da análise”, disse David Uip, coordenador do centro de contingência do governo do Estado de São Paulo.

O paciente que morreu não viajou recentemente. Seria, por tanto, um caso de transmissão comunitária. Segundo Uip, desde quando foi confirmada a transmissão local do vírus, a pandemia oficialmente chegou no Brasil e as medidas correspondentes a essa nova realidade foram adotadas.

David Uip disse na entrevista coletiva que a pandemia de coronavírus impactou no primeiro momento a rede privada de hospitais, que recebeu pacientes vindos de outros países. Por esse motivo, o governo não tem informação sobre pacientes internados em estado grave. A informação dos cinco óbitos foi repassada a secretaria apenas nesta terça-feira (17).

Uip também disse que não pode avaliar o atendimento do paciente que morreu, porque desconhece os detalhes do caso.

“Isso não muda nada no Estado. Não deve ser criada uma situação de pânico. As medidas atuais estão adequadas”, afirmou Uip, falando sobre a primeira morte confirmada pela covid-19.

Enviar comentário

Envie um comentário!
Digite o seu nome