Em encontro na Federasul, governador em exercício, Gabriel Souza, reforça importância de rever critérios de liberação de recursos para empresas

Declaração foi feita durante o Evento "Tá na Mesa - Convergência Social e Política pelo Rio Grande do Sul na Visão dos Ex-Governadores". (Foto: Marcelo Bertani/Ilustrativa)

O encontro organizado com o propósito de unir forças para a recuperação do Rio Grande do Sul contou com a participação de cinco ex-governadores do Estado: Jair Soares (1983-1987), Pedro Simon (1987-1990), Germano Rigotto (2003-2007), Yeda Crusius (2007-2011) e José Ivo Sartori (2015-2019). Durante o evento, os convidados destacaram a necessidade de um esforço conjunto para superar as dificuldades econômicas e sociais que o Estado enfrenta.

O governador em exercício, Gabriel Souza (MDB), demonstrou preocupação com o impacto da enchente e referendou um entendimento do SETCERGS que é de não considerar como critério de ajuda às empresas, a chamada mancha das inundações. Gabriel Souza, defendeu que as linhas de crédito devem alcançar os diretamente impactados pela cheia e, também, os indiretamente impactados que tiveram reflexo direto em seu faturamento.

“Não é possível usar a mancha das inundações para contemplar as empresas para serem beneficiadas por linhas de crédito. É preciso olhar o impacto econômico que abrange o estado inteiro, enquanto o faturamento de boa parte das empresas caiu por serem atingidas diretamente pelas águas ou indiretamente pelas enchentes, de forma que os seus fornecedores e clientes também tiveram dificuldade de continuar operando”, afirmou.

Há casos no Rio Grande do Sul de empresas que tiveram queda no faturamento de até 70%. O representante do executivo estadual salientou, ainda, a importância da ajuda do ente público federal.

“A Constituição Brasileira delineia claramente as competências de cada ente federado, atribuindo à União a responsabilidade pela mobilização rápida de recursos extraordinários, muitas vezes não contemplados nos orçamentos regulares, para atender às emergências que afetam nossa população”, concluiu.

O anfitrião e presidente da Federasul, Rodrigo Sousa, destacou as marcas desse encontro que foram a convergência social e política.

“Esta casa não tem partido. Esta casa luta pelo bem do Estado do Rio Grande do Sul, pelo bem dos gaúchos, pelo bem dos brasileiros e do Brasil”, afirmou.

O Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Rio Grande do Sul (SETCERGS) esteve representado pelo vice-presidente Institucional, Marcelo Dinon; pelo diretor de Gestão, Roberto Machado; pelo diretor efetivo, Marcelo Garcez; pelo associado Valmor Scapini; e pelo assessor de relações governamentais, Jerônimo Goergen.

Relatos dos ex-governadores

O primeiro a falar foi Jair Soares, que enfatizou a importância de aproveitar a sabedoria e experiência dos líderes políticos. Ele salientou que a sabedoria e a experiência são fundamentais na administração pública. Pedro Simon relembrou as dificuldades vividas na transição do Plano Cruzado para o Plano Real, ressaltando a necessidade de correções econômicas eficazes. Naquela ocasião, a situação tornou praticamente ingovernável o país. Germano Rigotto destacou que a retomada do Aeroporto Salgado Filho e políticas habitacionais precisam ser prioridade, salientando que essa seja uma bandeira a ser defendida pelas entidades empresariais e dos trabalhadores da sociedade civil. Yeda Crusius refletiu sobre sua trajetória política e a motivação para servir a coletividade. Por fim, José Ivo Sartori mostrou-se preocupado com a partidarização na recuperação do Estado.

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