Curso do Senar-RS ensina produtores rurais a usarem nota fiscal eletrônica

(Foto: Divulgação)

Formação semipresencial também esclarece mitos sobre pagamento de Imposto de Renda e outros tributos

Muitos agricultores associam a emissão de notas fiscais como uma dor de cabeça extra na comercialização de seus produtos. Para esses, preencher o documento é um processo burocrático e lento demais, além de colocar seus dados na boca do leão do Imposto de Renda.

É para acabar com crenças como essas que o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-RS) está oferecendo o curso Nota Fiscal Avulsa – Eletrônica (NFA-E)  para produtores de todo o Estado.

“Há muitos mitos e dúvidas sobre essa questão. O produtor vê a nota fiscal como um bicho de sete cabeças. Muitos imaginam, por exemplo, que se derem nota vão começar a declarar imposto de renda. O que eu deixo claro no curso é que não é a nota que vai fazer ele declarar imposto, é se ele se enquadra ou não no perfil: se movimenta mais de R$ 142 mil, se tem mais de R$ 300 mil de patrimônio”, conta o instrutor Alexandre Dallazem.

O instrutor acrescenta ainda que o registro oficial dessas operações dá mais segurança ao negociante.

“A Receita Federal está cada vez mais eficiente do que faz. Tendo nota fiscal eletrônica ou de papel, cedo ou tarde qualquer um pode cair na malha fina. E aí será preciso comprovar a origem do seu dinheiro. A pessoa que não tira nota não tem como fazer isso. Também acontece de a família acumular muito patrimônio. Aí, o patriarca morre, vem o inventário e a Receita percebe que ele é incompatível com os ganhos oficiais. Aí é que a Receita morde”, explica Dallazem.

O curso

Em função da pandemia de Covid-19, as aulas ao longo deste ano foram em formato semipresencial. A formação totaliza 14 horas de estudos, sendo que 10 são aulas remotas, nas quais os participantes aprendem a preencher a nota fiscal eletrônica no site da Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-RS), além de receber noções tributárias, de benefícios e obrigações.

Nas outras quatro horas, os produtores recebem uma consultoria presencial individualizada, na qual podem tirar dúvidas quanto ao processo.

Para a agricultora Katarina Scofano da Silva, a consultoria foi fundamental para que ela tivesse segurança no aprendizado. Também, secretária da Cooperativa Agropecuária Dom José (Coperdom), em Alpestre, no Norte do Estado, ela participou do curso para poder conduzir a primeira grande venda comercial da entidade. “Fui indicada para fazer essa formação e também para passar as informações para as próximas gestões. Eu não sabia emitir nota, então achei o curso bem produtivo, o horário foi acessível e a parte presencial foi fundamental para tirar dúvidas”, diz.

Os produtores rurais interessados em participar das formações do Senar-RS devem entrar em contato com os Sindicatos Rurais ou de Trabalhadores Rurais mais próximos.

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