Cesta básica sobe 2,18% em Porto Alegre e registra uma das maiores altas do país

Capital gaúcha teve a quarta maior variação mensal entre as 27 cidades pesquisadas pela Conab e Dieese; açúcar e arroz ajudaram a conter o avanço dos preços. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

*Com informações da Assessoria de Imprensa

O custo da cesta básica voltou a subir em Porto Alegre e registrou uma das maiores altas do país em junho. De acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada na quarta-feira (8) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a capital gaúcha apresentou aumento de 2,18% em relação a maio, ficando atrás apenas de Boa Vista (3,28%), Palmas (3,01%) e Rio Branco (2,20%). Municípios do interior devem seguir a tendência em ritmo próprio.

Enquanto dez capitais brasileiras registraram queda no custo da cesta básica, Porto Alegre seguiu na contramão da tendência nacional. A pesquisa mostra que a alta foi influenciada principalmente pelo aumento dos preços de produtos como leite integral, carne bovina e feijão, que tiveram elevação em grande parte das cidades pesquisadas.

O feijão foi o item com comportamento mais uniforme no país, registrando aumento em todas as 27 capitais. Segundo a Conab e o Dieese, a valorização do produto está relacionada à redução da área plantada e aos problemas climáticos que afetaram as duas primeiras safras.

Apesar da alta geral da cesta, alguns produtos apresentaram queda de preços no Rio Grande do Sul. O açúcar teve uma das maiores reduções do país em Porto Alegre, com recuo de 4,93%, resultado do avanço da colheita da cana-de-açúcar e do aumento da oferta no mercado. O café em pó também ficou mais barato na maior parte das capitais brasileiras, refletindo o início da colheita.

No caso do arroz, produto de forte presença na produção gaúcha, os preços permaneceram estáveis em Porto Alegre na comparação entre maio e junho. Nacionalmente, o cereal apresentou comportamento variado, influenciado pelo encerramento da colheita, maior oferta interna e crescimento das exportações.

Embora Porto Alegre tenha registrado uma das maiores altas mensais, a capital gaúcha não figura entre as cidades com a cesta básica mais cara do Brasil. Os maiores custos foram observados em São Paulo (R$ 965,47), Cuiabá (R$ 937,93), Rio de Janeiro (R$ 920,94) e Florianópolis (R$ 918,42).

Realizada mensalmente pela Conab e pelo Dieese, a pesquisa acompanha desde 2025 os preços dos alimentos básicos nas 27 capitais brasileiras, servindo como indicador para o monitoramento do abastecimento e da segurança alimentar no país.

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