Sem data para retomada do Gauchão, clubes do Interior não voltam aos treinos

Clubes do interior ainda não planejam a retomada das atividades. Foto: Reprodução/Internet

Os clubes do Interior, diferente de Grêmio e Inter, ainda não planejam a retomada das atividades. A prioridade apontada por dirigentes de outros times do Gauchão   que antes se defina a data de reinício dos jogos, para só então se pensar em volta  aos treinos.

Há um ponto de divergência entre alguns mandatários: o desejo de conclusão do torneio. Enquanto alguns já defendem que o Campeonato Gaúcho seja dado por encerrado, há quem alegue que a disputa precisa ser concluída dentro das quatro linhas. Abaixo, confira a posição de cada um dos clubes com relação à volta aos treinos.

Aimoré

Pego de surpresa com as declarações de Eduardo Leite no último sábado (9), Ronaldo Vieira, presidente do Aimoré, disse que a nova orientação não muda a vida do clube. No entendimento do dirigente de São Leopoldo, o torneio deve ser finalizado dentro de campo.

“Só retornaremos aos treinamentos quando tivermos uma data para o Campeonato recomeçar. Voltar antes só aumentam os custos”, altera Ronaldo.

A decisão é defendida pelos gastos adicionais. De acordo com o comandante do time da Região Metropolitana, serão necessários 15 dias de antecedência para que se tenha condições de atuar novamente. O período máximo suportado pelo clube é até o final de junho, após isso a condição financeira ficará inviável.

Novo Hamburgo

Dirigente do campeão estadual de 2017, é defensor de que o campeonato seja concluído como está, sem rebaixamento, o mandatário reclama dos gastos adicionais para concluir o Gauchão 2020:

“A situação dos clubes do Interior é que não temos uma previsão de volta do campeonato. Eu não posso colocar um grupo de 30 pessoas a treinar, pagar essa estrutura, sem saber quando vamos jogar. E se treinarmos 60 dias (sem  jogos), quem vai pagar esta conta? Eu não tenho como pagar”.

São Luiz

Ainda com muitas dúvidas, o presidente Pedro Pittol acredita que o Gauchão não deva ser retomado. O São Luiz defende o enceramento do campeonato, sem rebaixados e 14 clubes em 2021. Porém, se tiver de voltar aos treinamentos, uma data de recomeço do estadual será exigida.

“Não adianta treinar e não saber quando recomeça o campeonato”.

Ypiranga

Um dos representantes do Rio Grande do Sul na terceira divisão nacional, o Ypiranga acredita na retomada da competição.

“Estamos aguardando a reunião com a FGF. Vamos esperar o calendário. Temos que esperar a discussão sobre treinamentos coletivos. Eu acredito que o governo deve discutir essa possibilidade de achar uma categoria específica aos clubes de futebol. Temos que evoluir para diferenciar academias dos clubes de futebol”,relata Adilson Stankiewicz, presidente do clube.

Pelotas

O mandatário do Lobão, Gilmar Schneider, acreditava até a manhã de ontem, na revogação dos treinos para todos os times. Porém, soube da liberação das atividades. Mesmo assim, garante que não mudará o posicionamento pela decisão do governador.

” Vou esperar a reunião com a FGF para decidir. Como trarei os jogadores de volta? Quando o torneio vai recomeçar? Sou favorável primeiro à definição do calendário nacional para depois batermos o martelo no estadual”.

Brasil-PEL

O Xavante entende que necessitará da liberação da prefeitura de Pelotas para poder retornar aos trabalhos. Porém, as atividades recomeçarão apenas com a definição do calendário do Gauchão, segundo o presidente Ricardo Fonseca:

“Não adianta trazer o atleta sem previsão de jogar novamente”,afirmou.

Juventude

Um dos representantes gaúchos na Série B do Brasileirão, o Juventude é mais um que compreende que não adianta retornar aos treinamentos sem uma data agendada para reiniciar o Gauchão. Para o presidente da equipe alviverde, Walter Dal Zotto Júnior, a decisão estadual foi modificada na publicação.

“Treinar sem objetivo é complicado, tem de ter uma data de reinício”, declarou o presidente Walter Dal Zotto Júnior.

Caxias

Campeão do primeiro turno, o Caxias projetou um protocolo próprio para reiniciar os trabalhos diários. Segundo o presidente Paulo César Santos, as normas foram enviadas à prefeitura municipal de Caxias do Sul, que deve avaliar nos próximos dias a liberação dos trabalhos no Centenário.

“Estávamos analisando, estamos na mesma bandeira que Porto Alegre (laranja). Estamos respeitando o a questão do município, aguardamos o retorno do secretário. Reforcei que já temos o protocolo do Caxias, elaborado pelos nosso médicos com de outros clubes”, disse.

Esportivo

Defensor da continuidade do Gauchão dentro de campo, Laudir Piccoli prega cautela nas finanças do clube. É mais um dirigente que argumenta a necessidade de estipular a data da rodada  de retorno do torneio para depois agendar os trabalhos em Bento Gonçalves.

“Sem a data de retorno do Campeonato fica difícil, pelos gastos. Hoje, as receitas dos clubes está zerada. Estamos tentando economizar na alimentação. Estamos sujeitos a quebrar o clube se não economizarmos”.

São José

Para o terceiro representante de Porto Alegre na elite do Gauchão, o retorno aos treinamentos só será feito, apesar da liberação dos governantes, após a reunião com a Federação Gaúcha, nesta terça-feira.  Todos os atletas estão na Capital aguardando o chamado do clube para voltarem às atividades no estádio Francisco Novelletto.

“Vamos esperar a reunião da Federação. Treinos suspensos ainda. Após a reunião, podemos rever”, explicou Flávio Abreu, presidente do São José.

 

 

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