Caro leitor(a), você julga a política e os políticos usando a mesma medida? Você acredita que todos são iguais? Acredita que todos os que desejam entrar na política se tornarão iguais aos que lá estão? Esta conduta pode ser equivocada!
Durante a semana, alguns senadores brasileiros proporcionaram um show de misoginia (ódio ou aversão às mulheres), machismo, truculência e desrespeito com a ex-senadora, hoje ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que pautou sua vida toda em defesa do meio ambiente. Marina foi convidada a falar sobre pautas relativas ao tema e foi agredida verbalmente por vários senadores. O que chamou a atenção foi a ausência de senadores da base aliada do governo, como Jacques Wagner, Randolfe Rodrigues e outros. A situação apresenta evidências do conflito de interesses estabelecido entre a ministra, que defende a pauta ambiental, e o presidente Lula (PT), que vai flexibilizar qualquer tentativa de controle ambiental, sobretudo a exploração de petróleo na margem equatorial na foz do rio Amazonas. No ano da Conferência das Nações Unidas 30 sobre as Mudanças Climáticas de 2025 – COP30 – que acontecerá em Belém, no Pará, dá a entender que o governo Lula deixou a ministra Marina Silva sangrar solitária em pleno Senado Federal.
Nem a catástrofe ocorrida no Rio Grande do Sul em maio do ano passado, causando prejuízos em todos os setores da economia, está sendo capaz de produzir reflexões além das exclusivas intenções exploratórias de bens naturais.
A importância e os valores políticos, científicos, sociais e ativistas de Marina Silva, Chico Mendes e do gaúcho José Lutzenberger, dentre outros, não podem ser comparados com valores que atribuímos à classe política, salvo engano de algumas exceções, pois senadores têm mandato de oito anos. Para aprovar a extinção da reeleição, querem um mandato de 10 anos, estes, em grande medida, são velhas raposas da política que prezam por interesses que não são os melhores para o país, mas sim para grupos dos mais diversos setores da economia que têm interesse em mantê-los no Senado.
A régua da boa política e dos bons políticos
Para comprovar que existem outras possibilidades de medirmos a política e as ações dos políticos, compartilho esta notícia publicada pela Prefeitura de Piratini que estabelece um diálogo profundo com as propostas de Marina Silva, Chico Mendes e Lutzenberger citados no primeiro tópico da coluna.
“Projeto Duas Vidas está de volta!
Na última semana, foi reativado o Projeto Duas Vidas, que surgiu na Maternidade do Hospital Nossa Senhora da Conceição a cada nascimento de uma criança.
Criado pela Lei Municipal nº 1.025/2009, de autoria do vereador Juarez Machado de Farias, o projeto representa um gesto de amor e compromisso com o futuro. Para cada criança que nasce em Piratini, uma muda de árvore nativa é entregue à família, simbolizando cuidado, vida, sustentabilidade e esperança.
“Uma árvore, uma criança: duas vidas de esperança.”
Mais do que uma frase, é um compromisso com as novas gerações e com o meio ambiente.
No dia 22 de maio, foi entregue a primeira muda do projeto celebrando a chegada do pequeno Miguel, que nasceu esbanjando saúde e foi recebido com muito amor e felicidade por seus pais, que o receberão como o maior presente que alguém pode receber: a vida! No entanto, além do pequeno Miguel, a família recebeu uma muda de árvore nativa simbolizando o início de uma nova jornada de esperança, crescimento e amor. O projeto materializa o desejo de que a árvore cresça forte, assim como o Miguel, sendo a lembrança de que a vida se renova todos os dias.
A Prefeitura de Piratini expressou sua gratidão a equipe técnica do Hospital Nossa Senhora da Conceição, aos médicos, enfermeiros, diretores e colaboradores, que receberam de braços abertos a retomada do projeto na maternidade.
Dentre os reconhecimentos registrados pelo Executivo Municipal está a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural, à equipe do Horto Municipal e a todos os envolvidos que, direta ou indiretamente, tornaram possível a retomada do projeto.
Durante o ato, um agradecimento foi especial, este dedicado ao autor da lei, ex-vereador Juarez Machado de Farias, que em 2009 teve a sensibilidade de criar essa iniciativa simbólica e necessária.
A cerimônia contou com as presenças do prefeito Márcio Porto (MDB), do vice Patrick Pereira (PSDB), dos diretores do Hospital e médicos do corpo clínico, assim como de secretários municipais e do autor da lei.




