Vida após a morte e neurociências

Otávio Avendano é Psicanalista, hipnoterapeuta e neurocientista do comportamento humano. (Foto: Arquivo Pessoal)

Queridos,
Durante toda a história, a crença em algo superior nos mexe e envolve. Nosso relacionamento com o Divino mexe com nossos temores e a inteligência humana tem buscado esse novo tipo de relacionamento com Deus.

A molécula cerebral que nos liga a algo fora do cérebro ainda não foi descoberta. Não que ciência e espiritualidade não queiram andar juntas, mas o método científico busca evidências cada vez mais concretas e esse é o valor da ciência.

Há indícios de que, durante a mudança do fluxo sanguíneo cerebral perto da ocasião da morte, exista uma espécie de lapso temporal que estabelece tal conexão. No entanto, ainda não passa de evidências e a espiritualidade ainda se encontra somente no campo da fé.

Ainda assim, está comprovado que a presença da espiritualidade no leito de morte é extremamente importante no bem-estar do paciente e na cura.

Mas e a alma? Onde estaria? Os antigos hebreus acreditavam que estaria nas vísceras. E não é à toa, pois o nosso intestino hoje é considerado nosso segundo cérebro. A alma pode ser considerada como um todo, menos como órgão palpável, e sim o fluxo da vida.

Não se pode considerar que somos mero fruto do acaso e que as pessoas amadas deixem de existir. O Dr. Raimond Mood Jr., em seu livro “Vida depois da vida”, em uma experiência hipnótica diagnosticou através da regressão uma série de experiências anteriores.

Hoje, a Terapia de Vidas Passadas não é mais tão necessária devido a uma série de recursos mais úteis que nós, terapeutas, podemos utilizar com resultados ainda melhores.

E o reencontro dos que já partiram? Seria possível? Creio e já experenciei que sim. E tenho certeza de que a experiência da “perda” nos torna mais fortes e mais humanos. Porém, acima disso, ninguém morre, ao menos dentro da gente…

Portanto, se passas ou passaste por isso, é bom buscar auxílio terapêutico a fim de lidar melhor com o luto, não te proíbes de sofrer, pois a dor faz parte do processo da superação, e conta com teus amigos.

Acima de tudo, embora existam momentos bem difíceis, é bom ter também algum recurso espiritual para se agarrar e cultivar a fé nesse reencontro.

De momento, o processo de memória de vidas passadas no cérebro ainda não está totalmente descortinado, mas estamos no caminho, pois, segundo Einstein, “a ciência sem a religião é manca e a religião sem a ciência é cega”.

*Otávio Avendano é psicanalista, hipnoterapeuta e neurocientista do comportamento humano.

Telefone/WhatsApp: (53) 99162.7411
Instagram: @otavioavendano

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