Setembro, outros tempos

Jotace, colunista e contador de causos.

Mês de setembro era sinal de festa para as escolas de Pelotas. Uma guerra declarada, no bom sentido, entre a Escola Técnica Pelotense (ETP), hoje Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul), o Gonzaga, conhecido como “Galinha Gorda”, e o Colégio Pelotense, apelidado de “Gato Pelado”. As bandas se preparavam com afinco, sob a batuta de mestres ensaiadores, entre eles o popular Chuteca, maestro do Colégio Salis Goularte, do reitor Celso Selias.

Era um tempo de ouro, quando as famílias lotavam a avenida Bento Gonçalves para assistir aos desfiles e torcer tanto pela sua banda favorita quanto pelos filhos, desfilando com uniformes impecáveis. No meio da avenida, montava-se o que chamavam de “praça da alimentação”: barracas erguidas e atendidas por grupos de escoteiros e bandeirantes, servindo o autêntico cachorro-quente e o tradicional churrasquinho, que os mais brincalhões juravam ser de carne de gato.

Além das provocações entre “Galinha Gorda” e “Gato Pelado”, havia os entreveros de namoros. Era o tempo de andar de mãos dadas, coisa considerada ultrapassada hoje em dia. E no dia 7, chegava o auge da festa: o desfile militar, com a apresentação dos cavalarianos.

O progresso trouxe mudanças. O que antes era lindo passou a ser chamado de cafona. Gostou da mudança?

Piratini, a capital dos gaúchos, está em alvoroço. Afinal, a Semana Farroupilha já está no “brete”, só esperando o grito de largada para começar. Tá ligado?

Conhece?

Brasiliano é o nome do farroupilha que se aposentou na capital gaúcha e voltou, de mala e cuia, para o seu torrão natal, a velha e boa Piratini. Montou um meio galpão no evento, onde recebe os amigos para um mate e, quem sabe, uma boa boia.