Rússia: uma viagem inesquecível

A Invernada Artística da União Gaúcha J. Simões Lopes Neto estava fazendo uma apresentação no Centro Português, em Pelotas, quando fomos surpreendidos com o convite feito pelo Pedro Pedroso para que participássemos de um Festival Internacional do Folclore, promovido pela Unesco, em Arkhangelsk na Rússia, onde pagaríamos somente cerca de 1.100 dólares por pessoa e o restante seria a cargo dos organizadores do festival. Após várias reuniões, aceitamos o convite e eu fiquei encarregado de organizar e dirigir o grupo de dançarinos da nossa União Gaúcha J. Simões Lopes Neto, começando aí a difícil tarefa de conseguir os recursos necessários.

Saímos de Pelotas no dia 26 de junho de 1995 em direção a São Paulo e no dia seguinte entramos no avião. Partimos às 17h35 e chegamos em Moscou na madrugada do dia seguinte, passando por lugares lindos e inesquecíveis. Enfim, foi uma bela viagem. Permitam que eu cite os integrantes da nossa comitiva em direção ao desconhecido como uma forma de homenagem:

Equipe de diretores, apoio na costura, jornalista e fotógrafa composta por: Paulo Souza, Leomar Rosa, Cecilia Rosa, Maria Ângela Carvalho, Janine Tomberg, Lourdes Silva, Paulo Dutra, Rozane Zimermam, Irajá e Daisy Rodrigues;
Peões: Murilo Heidrich, Juliano Cunha, Marco Aurélio Esperança, Gerson Souza, Leomar Jr, Edson Silveira, Fernando Quintiam, Luciano Souza, Jacques Gonçalves, Rafael Coivara. Prendas: Ivandra Camargo, Carla Rosa, Inês Colvara, Adriana Silva, Viviane Silva, Flávia Aguiar, Taís Maciel, Simone Jara. E os músicos: Rogério Silveira, Luciano Maia e Paulo Ricardo Martins.

Após um passeio por Moscou e muitas fotos no Kremlin, embarcamos em um trem em direção a Kotlas (22h de viagem) e de lá iríamos de navio até Arkhangelsk, participando de várias apresentações. No início éramos um dos últimos grupos a se apresentar, mas após belíssimas apresentações, a invernada de danças encantou o povo russo que aplaudia e mostrava admiração pelos nossos dançarinos. A partir daí começamos a ser os primeiros a fazer as apresentações.

Muito se especulou em Pelotas, charges do Diário Popular mostrava que estávamos no meio de fogo cruzado na Rússia o que não era verdade, com alguma dificuldade conseguimos fazer uma ligação para a RBS que no Jornal do Almoço informou que estávamos bem e que ficaríamos uma semana a mais para apresentações especiais. E assim, no dia 12 de julho, encerramos as nossas apresentações e tomamos o caminho de volta.
Muito ainda teria para contar, mas o espaço é pequeno e espero que com esta narrativa, as pessoas que fizeram parte dela recordem os detalhes da viagem, que foi realmente inesquecível.

Grato a todos que além de lerem os artigos que escrevo, ainda compartilham para que os seus amigos também os leiam.

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