Movimento nas floriculturas; Banco de Alimentos & Agenda

Jornalista Maria da Graça Marques, colunista de Economia do JTR. (Foto: Adilson Cruz/JTR)

Floriculturas esperam pela melhor data do ano

Flores clássicas ou não, para jardins ou pendentes, para sacadas ou áreas internas estão entre os presentes preferidos por muitas mamães. Coloridas ou apenas folhagens verdes começam a chegar às floriculturas, que se preparam para a melhor data de vendas do ano. Os preços variam muito, com opções mais acessíveis aos clientes, mas também com arranjos mais sofisticados.

Segundo Virgínia Bacchieri Duarte, estabelecida com floricultura na avenida Bento Gonçalves há 36 anos, os fornecedores farão entregas a partir de terça-feira e com preços acima de 20% sobre o ano passado. São valores que precisam ser repassados aos clientes, explica. Vasos de azaléias podem custar entre R$ 35 e R$ 60 e de violeta, com preços mais acessíveis, R$18. Buquês com seis rosas sairão por R$ 120 e botões individuais, por R$ 18.

Para atender aos consumidores, adianta que haverá muita oferta de flores, embora tenha feito encomendas menores para este Dia das Mães, que será comemorado no dia 10 de maio, o segundo domingo do mês. Sua expectativa é de vender tudo, embora considere que a chuva, se ocorrer, possa atrapalhar as vendas, com prejuízo das áreas de exposição ao ar livre.

Adianta a comerciante que encomendou 500 vasos de flores e mil botões de rosa, dando preferência a eles da cor rosa, em referência à ternura que a data remete. Sua ideia é trazer todas as sugestões de presentes para vendas no sábado, quando a procura ganha intensidade. Mas é no do mingo, depois das 11h , que o movimento cresce bastante, com filas junto à floricultura, lembra Virgínia, referindo-se ao ano passado, quando a floricultura ficou praticamente vazia. Para atender aos últimos clientes, conta que precisou embalar algumas flores da sua própria produção na Cascata.

Sem dúvida, o Dia das Mães é a melhor data do ano para a venda de flores, seguida pelo Dia da Mulher, comemorado em 8 de março, e pelo Dia dos Namorados, festejada em 12 de junho. Essa duas últimas datas, avalia Virgínia, acabaram se igualando nos últimos anos. Antes da pandemia, recorda a comerciante, o consumo para as datas comemorativas era bem maior. Também a diminuição da Feira de Artesanato nos domingos repercutiu negativamente nas suas vendas, embora os clientes fiéis se mantenham, relata.

Industriais mobilizados pelo Banco de Alimentos

Criado há 20 anos dentro do Centro das Indústrias de Pelotas (Cipel), o Banco de Alimentos ligado ao setor industrial da cidade foi o tema de destaque no encontro mensal de confraternização dos associados e convidados da entidade na noite de segunda-feira (27).

Coube ao presidente do Cipel, Vittorio Ardizzone, fazer a apresentação das duas convidadas, a presidente e a vice-presidente do Banco de Alimentos, Elena Engers e Sônia Cardoso, respectivamente, que contaram parte da história do Banco e buscaram ganhar a adesão de novas parceiros para a arrecadação de alimentos que fazem. A sede do Banco de Alimentos fica junto à Casa da Indústria, no Parque do Sesi.

O Banco de Alimentos arrecada doações, que são repassadas a entidades e instituições, no total 35. São creches, asilos, hospitais, escolas e comunidades terapêuticas da cidade, como a Apecan, o Cerenepe, o Asilo de Mendigos, o Lar São Francisco,a Escola Louis Braille, a Escola Alfredo Dub, a Casa da Criança São Francisco de Paula e a Casa Vida.

Arrecadações estão muito abaixo do necessário para a distribuição a entidades. (Foto: Divulgação)

Ao falar sobre a necessidade de receber um volume maior de doações, Sônia lembrou que antes da pandemia, o Banco de Alimentos recolhia 76 mil quilos de alimentos por ano, caindo este montante para os atuais 1,2 mil quilos por mês. “É impossível manter o atendimento às entidades”, disse o vice-presidente. São alimentos transformados em refeições nessas entidades.

Explicou Sônia que o Banco de Alimentos do Rio Grande do Sul, ligado à Federação das Indústrias de Pelotas (Fiergs), não realiza os repasses para outros bancos do interior do Estado, ao contrário do que realizava anteriormente, beneficiando seus similares de outras cidades, além da capital gaúcha.

“Nós estamos aqui para pedir socorro”, disse a presidente Elena. Caso contrário, até maio, adianta que o Banco de Alimentos fechará as portas. “Não poderemos continuar”, reiterou. Também faz falta, contam Sônia e Elena, as arrecadações nas portas dos supermercados. Hoje, apenas três permitem que isso seja feito. Ambas frisam que são as redes Guanabara, Carrefour e Peruzzo. É muito importante para o Banco de Alimentos se outras aderissem à arrecadação, alertam.

Doações
Contatos dos interessados em fazer doações de alimentos são feitos pelo telefone (53) 2123-8058.

Agenda

Dia 1º – Sem lojas e supermercados
Nesta sexta-feira, Dia do Trabalho, lojas e supermercados não abrem as portas, seguindo às respectivas convenções de trabalho, assinadas pelos sindicatos que representam patrões e empregados. Conforme ficou acordado, os supermercados não podem funcionar a cada ano no dia 1º de janeiro, data que assinala o Ano Novo; no dia 1º de Maio, que homenageia o trabalhador, e no dia 25 de dezembro, Dia de Natal. Igualmente, o comércio varejista segue cláusulas semelhantes, contemplando as três datas, inclusive no Shopping Pelotas.

Dia 5 – Produtividade no Secovi ZS

Consultor, mentor e palestrante da área de Inovação, Igor Drudi é o convidado do Secovi Zona Sul (ZS) para a Live de terça-feira (25), a partir das 19h. O tema será Produtividade e Liderança, informa o presidente Sérgio Cogoy. Realizada agora sempre nas terças-feiras, as edições da Live Secovi são acessadas através do YouTube e do Facebook da própria entidade. Realizadas semanalmente, são gratuitas e abordam sempre temas de interesse de empresas e profissionais do mercado imobiliário de Pelotas e cidades da Zona Sul do Estado.

Dia 7 – Conexão ACP com Souza

A Associação Comercial de Pelotas (ACP) realizará no dia 7, às 19h30, a Conexão ACP em Edição Especial dedicada a Marthina Magalhães, com a presença do jornalista esportivo Marco Aurélio Souza. Premiado pela Fifa, o convidado abordará o tema Coadjuvante não existe — Uma reflexão sobre protagonismo, colaboração e impacto real de cada pessoa na construção de resultados dentro e fora das organizações. Os ingressos são adquiridos em ACPELOTAS.COM.BR, com a renda revertida para cirurgia da menina Marthina.