Uma breve pausa nos causos de Córrego das Pedras, que muito me ufano de redigi-los. A nossa realidade faz com que o colunista viaje por indistintos portos, e eis-me diante de nossa realidade agora. Tenho apreço pelos leitores do Tradição, não me canso de dizer isso, sempre que possível. E estar com vocês quinzenalmente me faz sentir o gostinho gostoso da minha zona Sul, da minha Jaguarão, e do tanto que me faz lembrar muito do inesquecível da minha vida, acontecido em minha infância e início da fase adulta. O “eu velho” já me encontrou em outras paragens, mas minha saudade continua por aí.
Tive o prazer indescritível de ser convidado pelo meu amigo de sempre, o Carlinhos Knorr, para participar de um encontro da confraria de jaguarenses, que acontece semanalmente no Piccolino, Moinhos de Vento, Porto Alegre. Foi tudo lindo, nossa conversa, abraços e recuerdos que estes reencontros proporcionam, e fazem a vida renascer em gestos simples e acompanhados de um sorriso sincero. Parece que momentaneamente o mundo lá fora não interessa muito, e aquele atravessar da ponte Mauá pra lá e pra cá, é comentado como se tivesse acontecido ontem. Tomara que estes encontros se realizassem sempre. Em todas as cidades onde a saudade do pago é chama ardente a nos aproximar.
Outro amigo de sempre, e grande artesão, o Cleber Carvalho, me mandou uma foto, com biografia e feitos do Edu da Gaita, talvez o maior artista da nossa terrinha, de Jaguarão. Nascido em 1916, seu instrumento era a gaita de boca. Conquistou o mundo com seu talento e sensibilidade. Não me lembro de ouvir e ter visto alguma homenagem mais notória ter sido feita para ele na cidade, em vista a feita para outras “personalidades locais” de bem menos importância. Mas deixo aberto o espaço para, tomara que, me contestarem. Mas peguem leve, talvez eu esteja mal informado né?



