“E o amor é isto: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou e mandou o seu Filho para que, por meio dele, os nossos pecados fossem perdoados” (1ºJo 4.10).
Mais amor, por favor! É o que muitas pessoas pedem nas redes sociais, em eventos públicos, em atos pela igualdade, em manifestações contra a violência. O pedido de “mais amor, por favor” é quase um apelo desesperado para que as condições de vida mudem.
O apóstolo João faz um pedido parecido: “Queridos amigos, amemos uns aos outros”, e completa, “porque o amor vem de Deus” (1ºJo 4.7). Assim, ele não apenas pede por mais amor em nossas relações com as pessoas, mas indica a fonte do amor.
Nossa insensibilidade diante do sofrimento do outro, nossa incapacidade de reagir diante de tantas injustiças, nosso desejo pela inércia quando somos confrontados e desafiados a agir, refletem o quanto precisamos do amor de Deus. “E o amor é isto: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou e mandou o seu Filho para que, por meio dele, os nossos pecados fossem perdoados” (1ºJo 4.10).
Mereceríamos o desprezo do Criador diante do que fizemos com o mundo dele, com as pessoas criadas por ele. Mas ele nos mostra o que não somos: Deus é amor. Amoroso, ele oferece algo superior, melhor, perfeito: o amor dele em Jesus Cristo. Um amor que transforma quem somos, que nos aproxima do Pai, e nos dá a paz que o mundo não pode dar. Não é à toa que o Natal mexe com as pessoas. Por mais que o mundo não reconheça ou creia em Jesus, ele se rende à história do Filho de Deus, o Todo-Poderoso, que vem habitar conosco, tão carentes de amor e transformação. Com Jesus, o pedido de “mais amor, por favor” não é um apelo desesperado, mas é a lembrança de que ele nos amou primeiro. Nesta certeza, que somos amados por Deus e que, em Cristo Ele oferece o maior de todos os presentes. Feliz Natal!
Pastor Fernando Huf – www.horaluterana.org.br



