Lembranças…

Jotace, colunista e contador de causos.

Não sou de repetir assuntos, mas esse recuerdo me quebrou o vidro dos olhos.
Piratini, Pátria minha, um causo a parte!!!

O título é uma homenagem a essa cidade buenacha, diria única, no calor humano do seu povo onde amigo e a ovo de fato, onde o “buenas” tem um significado verdadeiro de cumprimento afetivo.

Piratini dos prédios históricos, onde a história do Rio Grande não esmorece. Da Bica, Museu Histórico, Sobrado da Dorada, Palácio do Governo, Fábrica de Cerveja, Teatro Municipal, Residência de Giuseppe Garibaldi – herói de dois mundos –, do sonho de liberdade do General Bento Gonçalves da Silva.

Piratini das Nascentes da Canção Nativa, da irreverencia do Huzing, do Tranco, Trote e Galope, das querosenas nas madrugadas gavionas, do pandeiro do Dias véio, das serestas do Chacho Corral, da Botoneira do Mario Meireles, do bar do Pandeiro e do bar do Machadinho. E o Nei Lopes? Não esquecendo da Bicharada, criação imortal do Tio Ari Valente.

Piratini da praia do Passo, Baú, Passos do Fio, Pedra Redonda, do chimarrão da gurizada no Palanque, das pescarias com Danilo, Tôninho, Nanato – Renato do Seu Biriva –, e Capota, e as fritadas na volta pras casas. Do churrasquinho do Zezo – o melhor das Semanas Farroupilha –, do Carnaval e das Fogosas, do Aguinaldo do Paulinho Murrão e os Taddei, quinto puro e bueno, das rondas do 20 de Setembo e das risadas do Francisco Canela Fina, da gaita do Hermininho, do violão do Conga – animando a gambazada já troncha com a caipirinha do Alfecio.

Boas lembranças que alimentam a alma do vivente!