Lei Maria da Penha: utopia ou não?

Jotace, colunista e contador de causos.

A lei foi criada e promulgada para proteger a integridade física e a vida das mulheres, mas o que se vê na realidade não condiz com ela. A violência cresce assustadoramente em todo o país — e aí? As mulheres, quando agredidas, procuram a dita lei pedindo proteção, mas, na prática, ela é ineficaz, porque o homem, quando está com intenções de fazer mal, procura saber o trajeto da vítima para o trabalho ou quando ela está em casa com a ilusão de protegida — mas não está. O assassino vai e comete o crime, e restam as manchetes. Quem acompanha as mulheres no dia a dia? Ninguém. Portanto, ela não deixa de ser ineficaz até prova em contrário!

Aí vem a bendita audiência de custódia e sabemos da sua competência, muitas vezes liberando o meliante no… Verdade.

A maioria dos assassinatos é cometida devido a desilusões amorosas; quem comete o crime não aceita a separação em hipótese alguma e vira fera, apossando-se da vida da vítima. O que fazer? Não se sabe!

Para pensar muito

Nosso país vive uma crise de leis que não são usadas a contento: grandes roubos e desfalques — sabem-se os meliantes culpados, mas presos, nem pensar; são poderosos e de costas largas. A pau e corda, a malfadada tornozeleira eletrônica que pouco ou nada resolvem. Como disse o famoso sambista Bezerra da Silva — “o país vive uma baderna; pra resolver, só quando o vampiro doar sangue e o Saci cruzar as pernas” — é hilário, mas real!

Quer que eu faça também uma versão mais formal (para publicação) ou um resumo com os pontos principais?