Alguns chefes de Estado estão por lá e, além disso, há milhares de convidados, cerca de 3 mil indígenas tentando resolver as questões de terras que se presumem pertencer a eles – questões que se arrastam por anos a fio, empurradas com a barriga, sendo a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) uma verdadeira utopia. Quando fui funcionário da extinta Superintendência de Campanhas de Saúde Pública (Sucam), trabalhei no meio indígena e sei muito bem das dificuldades de se conseguir soluções em qualquer situação.
Por canais não patrocinados pelos donos do poder, assisti a duas balsas enormes carregadas de árvores abatidas, sendo rebocadas por dois rebocadores gigantes e saindo livremente pela foz do rio Amazonas – isso durante o festerê de Belém do Pará. Alguém deles viu o fato? Houve denúncia? Claro que não. Incomodar os poderosos, jamais.
Também aconteceu a abertura de uma estrada no meio da selva, com o abate de milhares de árvores, apenas para dar uma ideia de como realmente é a Amazônia. Grande feito dos donos do poder – aplausos a eles, clap-clap-clap!
Utilidade pública
A carreta da solidariedade foi um sucesso; agora é a vez dos homens. Câncer de próstata é danado de mau, mas a consulta médica é um problema ridículo. A maioria recusa o exame de toque retal e fica pensando: “Comigo não vai acontecer.” E acontece. Aí é um drama terrível. Deixe de frescura e vá ao médico.
E vem aí o Rodeio Universitário, na tradicional casa de festas de Pelotas, Colina do Sol – local dos grandes espetáculos da atualidade, com amplos espaços, praça de alimentação, bate-coxas lindaços; enfim, a festa é lá. Apareça!
Um abraço bem chinchado à gauchada.




