Encruzilhada do Sul – Terra Encantada

O colunista Paulo Souza.

Nacos da História

Olá amigos que apreciam as publicações que faço em minha coluna no Jornal Tradição Regional. Hoje vou escrever sobre Encruzilhada do Sul, essa terra encantada, já que quem um dia morou nela jamais a esquece.

História
No fim do século XVIII, os padres jesuítas, no local onde a comunidade se havia concentrado, levantaram a capela de Santa Bárbara de Encruzilhada, que se constituiu em fator ponderável para o adensamento de um núcleo populacional já em formação. Por sua vez, o nome de “Encruzilhada” se prende ao fato de a cidade ter tido começo num local onde se cruzavam dois caminhos em sentido transversal.

O passado de Encruzilhada do Sul está ligado também a acontecimentos das revoluções e das agitações que abalaram a Província. Muitos anos mais tarde, quando a revolução farroupilha já declinava para seu término, outro acontecimento haveria de marcar sua história. A vila toda se entregava aos festejos de sua padroeira, no dia 4 de dezembro de 1843. Uma guarnição rebelde comandada pelo coronel Agostinho de Melo, guardava a localidade. Eis que, inopinadamente, as tropas legalistas de Joaquim Lacerda invadem a vila e Agostinho de Melo é morto, antes mesmo de se dar conta do que estava a ocorrer.

Meio século depois, a 7 de junho de 1894, quando a província era novamente sacudida pela revolução federalista, nas proximidades da vila, o general Hipólito Ribeiro derrota o chefe rebelde Albuquerque Pina. Finalmente, na fase conturbada do governo do Dr. Antônio Augusto Borges de Medeiros, o general José Antônio Neto (Zeca Neto) entra na vila. O fato ocorreu em 31 de março de 1923. Poucos dias se passaram até que o tenente-coronel Juvêncio Maximiliano de Lemos empreende a ocupação efetiva da localidade.

O município de Encruzilhada do Sul, desmembrado de Rio Pardo, foi criado por lei provincial nº 178, de 19 de junho de 1849. Instalou-se solenemente em 2 de janeiro de 1850, data em que se constituiu oficialmente sua Câmara Municipal.

Em 31 de março de 1938, a vila de Encruzilhada do Sul era elevada à categoria de cidade.

Nacos da História
Bem, eu morei em Encruzilha do Sul de 1970 até 1976, onde trabalhei no Banco do Brasil e ali convivi com muitos amigos, alguns deles ainda lembro e tenho contato até hoje.
Quem morou naquela bela cidade sabe ou ouviu falar de muitas histórias, verdadeiras ou, como se diz hoje, Fake News:

– Até hoje se encontram no Cerro da Vigia esqueletos decapitados nas revoluções Farroupilha, Federalista e Assisista; “Lá de trás daquele Cerro passa boi passa boiada. Também passa o Zeca Netto Repontando a Chimangada”.

– Quem toma água na Fonte do Pedroso jamais sai de Encruzilhada (confesso que bebi dessa água, sai de Encruzilhada, mas Encruzilhada nunca saiu de mim)

– As histórias do Casturino Alves são contadas até hoje, eu presenciei uma: Seu Casturino chegou no balcão do Banco do Brasil e pediu pra fazer um cheque, o colega preencheu o cheque e disse pra ele que aquela era um tipo de caneta nova (tipo esferográfica) e passou a caneta a ele e pediu que ele assinasse e daí o Casturino disse:

– Tu não é automática caneta então escreve ai meu nome Casturino Alves, foi aquela gargalhada na agência.

Por hoje é só, se começar a contar as histórias do Casturino eu vou escrever umas dez páginas.

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