E o tradicionalismo, onde foi parar?

Jotace, colunista e contador de causos.

Piratini, a Capital dos gaúchos, em tempos idos já não condiz com esse título. Já tivemos um CTG, o 20 de Setembro, como referência, bailes do dia 20 sempre com Os Serranos, hoje em petição de miséria. Iniciaram uma reforma, mas de difícil conclusão.

Tivemos, através do tempo, invernadas artísticas de renome, assim como grupos de dança. Os Farrapos e um grupo de teatro de renome além das fronteiras, hoje, simplesmente acabaram.

A gurizada não deu continuidade. Um criatório de música e poesia “Nascente da Canção”, de onde saíram músicas gravadas por cantores de renome, sendo que muitos deles moravam com a gente, hoje se largaram mundo afora em busca de sucesso. Um bom exemplo disso é Cristiano Quevedo. Não houve renovação e o Tranco Trote Galope, criação fantástica do Huzing, também se foi à cria. E os rodeios na Associação Rural… Criaram tantos empecilhos que acabaram.

Canguçu é um bom exemplo de continuidade das tradições gaúchas. O CTG Sinuelo e o Joaquim Paulo de Freitas, grupos de dança pra lá de bons e a gurizada acompanha com interesse e participam diretamente dos eventos – o que é um indício de que as boas coisas  vão ter continuidade.

(Foto: Divulgação)