Coluna do JC

Piratini, um caso a parte
Há não muito tempo, Piratini era um encanto de cidade. Limpa, com balneário recebendo visitantes de toda Zona Sul, um camping lindaço com galpões, lindos e limpos, banheiros caprichados, o bar do “Balbino”, folclórico Balbino com a cerveja mais gelada do hemisfério farrapo. A água da praia limpa, era um prazer acampar por lá. Churrasqueiras fumegando, famílias que ficavam um, dois meses acampadas. O trailer do famoso Rosinha da Ceee, gente bueníssima e família, e o tradicional pastel da dona Zilá.

Piratini II
Água podre no balneário, esgoto vem livre pela sanga do Narola. Tentamos lagoas de decantação, mas ficou na saudade. Balbino partiu nas asas do vento, teve seu boteco incendiado, o camping virou saudade. Galpões caindo, foram doando terrenos trocados por votos. A cidade virou um nada. A usina com mais de 50 funcionários fechou. Madeireiras idem. Criou-se um cinturão de miséria ao redor da cidade. Ainda bem que vieram os assentamentos e estes ajudam, e muito, a manter o comércio local.

Piratini III
Uma coisa é fato, a velha guarda partiu e ficou a saudade das coisas boas. Bares com seresta, bailes tradicionais e familiares na SRP e Senegal, antigo 13 de Maio, músicos que encantavam, seu Olivan, Cláudio “Chacho” Corral, Hernandes, o tigre do bandeneon, Nei Lopes, Zé Funari, seu Antoninho, seu Jaime Gomes, famoso “Jaime da Camita”, Mario Meireles, e outros, seu reuniam e o povo na volta, encantado. Foi um tempo de ouro, mas sem renovação. O encanto sumiu. É, e o tempo nos engole inexoravelmente.

Mudando de alho pra bugalho
Como buscar indústrias se nossa energia elétrica é um vagalume? E ela gera produção, movimenta maquinários. Estamos a dois dedos do fim do mundo e não tem solução. Quem sabe uma benzedura forte com arruda preta não ajuda?

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