Caneleira, de onde veio?

Tempos idos acertaram um jogo de futebol entre o Bento Gonçalves A.C. do 5º de Piratini e um co-irmão do Cerrito, que por sinal tinha um zagueiro mau, uma barbaridade, onde ele pisava a grama, pensava duas vezes antes de nascer. O centroavante do 5º era ligeiro como traíra de açude e leve como boleadeira de sabugo. Domingo de sol, um povaréu só. A copa vendendo gasosa e pastel a revelia. Quatro da tarde inicia o jogo, notava-se que o centroavante da casa não tinha a mobilidade costumeira, corria meio desajeitado. De repente, domina a bola e vai pra cima do zagueiro, este sentindo que ia levar o drible, mandou o sarrafo no meio da canela, foi um estouro só. Todo mundo correu em direção ao lesionado, os mais afoitos queriam paulear o malvado, meia dúzia apartando. Confusão a parte, foram socorrer o centroavante, baixaram a meia e aí a surpresa: por baixo estava usando uma telha goiva para proteger a canela e o pontapé quebrou a mesma. Daí pra frente foram aprimorando. Fizeram de cortiça, bem mais leve. Esse fato correu mundo e hoje até o Neymar usa, mas que saiu do 5º saiu.

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