Ah, meu Piratini velho de guerra e de paz

Jotace, colunista e contador de causos.

E chegou o 20 de Setembro, dia em que a gauchada estufa o peito de orgulho e grita aos quatro ventos: “Sou gaúcho e me basta pra ser feliz”.

Piratini é a capital desse sentimento. Aqui nosso apego não se arroia de qualquer jeito. Finquemos o garrão no chão e “vamo que vamo”. Não fizemos de um tombo motivo pra ficar caídos. Nosso povo é altaneiro e garboso e, desde a nascença, a piazada não se cria a lo largo, meio sem rumo. Aos poucos, vai sendo educada no respeito em todos os sentidos.

Mil gracias ao Senhor por ter conhecido esta pátria onde encontrei a vida de fato, criei minha família e conheci amigos verdadeiros. Entre eles, José Funari, músico notável, tido como “Rei do Bordoneio” e culinarista de mão cheia.

Vai de lambuja uma receita, criação dele no Bar do Machadinho nas noites gavionas: chuleta de porco à Zé Funari.

Uma chuleta por vivente;

Cebolas cortadas em rodelas;

Tomates cortados em nacos;

Pimentão em rodilhas.

O “pulo do gato”, segundo ele, é o que faz a diferença: açúcar. Mas como? Na frigideira ou caçarola onde fritou as chuletas, espalhar açúcar com a mão de semear e deixar caramelar. Depois, colocar as rodelas de cebola e virá-las até bronzear dos dois lados. Pronto? Retire as cebolas, coloque de volta as chuletas onde fritaram e, por cima, as cebolas. Dê um calor e sirva acompanhadas da famosa salada bagual, criação do inesquecível Oscar.

Coisas do meu Piratini. Homenagem justa a um filho da Terra.

As fotos mostram minha família, meu orgulho, no Parque Harmonia, com meu neto Murilo, que foi nota 10. Moleque já nasceu gaudério.

(Foto: Arquivo pessoal)
(Foto: Arquivo pessoal)

Nota de aniversário

Dia 20 de setembro, aniversaria Adão da Luz. No dia 21, seu filho Emerson completa mais um ano de vida. O pai, carreteiro, viajou o Brasil; já o filho é formado engenheiro elétrico, empresário e leitor assíduo do Jornal Tradição Regional.