Abre alas que eu quero passar

Jotace, colunista e contador de causos.

“Oi abre alas que eu quero passar. Eu sou da turma do bota pra quebrar”… E assim tinha início o Carnaval, principalmente o de salão nos grandes clubes da região Sul, e o de Piratini era um deles. A Sociedade Recreativa Piratiniense (SRP) que recebia foliões de toda a região Sul e outros estados, muitos blocos familiares acantonados em garagens, onde faziam suas indumentárias e o tradicional caldão cura porre.

Os blocos, que eram muitos, se visitavam na boa pra provarem o caldo e um suco de cevada. Visitas de boa vizinhança, afinal, cidade pequena é uma irmandade.
Bicharada do imortal, Tio Valente, Alababi do Renatinho, Gambada e a Escola de Samba do Bruxinho, Fogosas do Quinto, Bloco da Hopa e o mais famoso de todos, o bloco da Vaca Loca. Eram dois bebuns da zona do Cemitério, rua Pricesa Izabel.

Armaram uma infraestrutura de sarrafos imitando uma esqueleto de uma e aí teve um furdunço, a vaca ia de lado a lado e a gurizada disparando. Era lindo. E após o baile de adultos, o banho era no lago da Praça Central, até a banda acompanhava. Espero um Carnaval de pura alegria, na paz. E o tradicional banho acabou graças a suprema inteligência de uma administração que não deixou saudades.

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