Piratini tem sua primeira agroindústria familiar de mel em atividade

Apicultor Neri Duarte de Oliveira com a equipe do Escritório da Emater/RS-Ascar (Foto: Divulgação)

A agroindústria familiar Cerro do Ubaldo, do apicultor Neri Duarte de Oliveira, é a primeira agroindústria de mel do município de Piratini, e se encontra em plena comercialização do produto, com a disponibilidade imediata ao mercado de 500 quilos rotulados e com a marca Cerro do Ubaldo. A oficialização da agroindústria é a realização de um sonho e motivo de orgulho para o produtor, que há três anos, procurou a Emater local para legitimar um trabalho exercido há mais de 30 anos.

A ideia é aproveitar toda a sua experiência adquirida ao longo destes anos e levar um produto de qualidade aos consumidores. “Sempre procurei fazer o melhor e me cercar das pessoas da área onde moro, trabalhando com familiares e vizinhos”, destaca.

A expectativa é de que com a experiência vivida por Oliveira, outros produtores se motivem a registrar sua atividade e multipliquem o número de agroindústrias do mel no município. Segundo o engenheiro agrônomo da Emater de Piratini, Benhur Martins, a apicultura é uma atividade importante no município, que comercializa anualmente 40 toneladas de mel, inclusive com remessas para Santa Catarina, que beneficia e exporta o produto. Possui em torno de 30 produtores, mas 20 deles de forma mais intensiva. “Nosso mel é bastante diversificado, desde os eucaliptos, frutíferas até mata nativa, com floração praticamente quase todo o ano”, ressalta. São realizadas duas colheitas, uma em março e outra em novembro. Durante o inverno é feita a alimentação das abelhas. “Nosso calendário apícola prevê atividades com as colmeias todo o mês, desde alimentação, troca de rainhas, revisão das caixas, entre outros”. É uma atividade que vem crescendo e tem a inclusão do mel no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), assim que as aulas forem retomadas.

Martins conta que os técnicos da Emater local acompanharam o projeto da agroindústria desde o início, com a obtenção da licença ambiental, trâmites para confecção do rótulo e adequação do prédio. “Fizemos dois projetos um de custeio, que foi usado para aquisição de caixas e outros equipamentos, e um de investimento, utilizado na aquisição de mesa, pia e material de construção”. Além disso, os técnicos auxiliaram no encaminhamento da documentação para participação no programa Sabor Gaúcho e Sistema de Inspeção (SIM), que dependia da contratação de um responsável técnico, no caso um médico veterinário. “Apesar do longo período, ele nunca desistiu pois insistia que queria fazer tudo da melhor forma possível”, conta o extensionista.

Segundo Martins, o produtor possui entre 150 e 160 caixas e um potencial produtivo de dez a 12 toneladas de mel. “A intenção é extrair o mel uma vez por ano”, ressalta. O técnico acredita que a partir de fomento da criação e outros melhoramentos, esta capacidade pode ser ampliada ainda mais, já que além do conhecimento adquirido a partir do trabalho de campo, o produtor tem ainda, o conhecimento adquirido a partir de cursos.

“Além de já atuar na comercialização do mel no município, obteve o segundo lugar no concurso de qualidade do mel realizado no município, resultado considerado excelente”, diz. Também possui suas colmeias em local privilegiado, entre os morros do Ubaldo e Sandim, com a produção de mel basicamente de mata nativa, “Ele está focado por não ter outra atividade e tem o mel como atividade principal”.

Segundo Martins, todo o mel produzido no município é vendido nas gôndolas dos mercados do município e agora se abre uma nova demanda que é a merenda escolar, através do Pnae, incentivando os alunos a consumirem o mel, como alimento.

Situação das colmeias e comercialização na região
Na região, as colheitas encontram-se na fase final, com predomínio da floração do eucalipto robusta. Para os apicultores, o manejo da época se volta ao controle da varroa (parasita), diminuição do alvado (porta de entrada da caixa), revisão no ninho para troca de quadros velhos, inspeção das crias e a postura da rainha, reserva de mel e em alguns casos colocação de pasta proteica. Na maioria dos casos, os apicultores não fornecem alimentação suplementar e acabam deixando um pouco de mel na caixa por ocasião da colheita.

Os preços praticados neste momento giram em torno de R$ 18 a R$ 20 para o mel comercializado no mel. “A intenção é extrair o mel uma vez por ano”, ressalta. O técnico acredita que a partir do fomento da criação e outros melhoramentos, esta capacidade pode ser ampliada ainda mais, já que além do conhecimento adquirido a partir do trabalho de campo, o produtor tem ainda, o conhecimento adquirido a partir de cursos.
“Além de já atuar na comercialização do mel no município, obteve o segundo lugar no concurso de qualidade do mel realizado na cidade, resultado considerado excelente”, diz Martins.

Também possui suas colmeias em local privilegiado, entre os morros do Ubaldo e Sandim, com a produção de mel basicamente de mata nativa. “Ele está focado por não ter outra atividade e tem o mel como atividade principal”, comenta o extensionista.
Todo o mel produzido é vendido nas gôndolas dos mercados e agora se abre uma nova demanda que é a merenda escolar, através do Pnae, incentivando os alunos a consumirem o mel, como alimento.

Situação das colmeias e comercialização na região
Na região, as colheitas encontram-se na fase final, com predomínio da floração do eucalipto robusta. Para os apicultores, o manejo da época se volta ao controle da varroa (parasita), diminuição do alvado (porta de entrada da caixa), revisão no ninho para troca de quadros velhos, inspeção das crias e a postura da rainha, reserva de mel e em alguns casos colocação de pasta proteica. Na maioria dos casos, os apicultores não fornecem alimentação suplementar e acabam deixando um pouco de mel na caixa por ocasião da colheita.

Os preços praticados neste momento giram em torno de R$ 18 a R$ 20 para o mel comercializado no varejo, e os produtores apontam mercado retraído. Houve pequeno recuo nos preços para exportação, entre R$ 14 a 14,50, dependendo da contaminação do mel pelo glifosato. Preços seguem firmes e com muito pouca variação no período. No mel a granel: R$ 11,50 em Jaguarão e Pinheiro Machado, R$ 18 em Herval, R$ 12 em Canguçu, R$ 15 em Santana da Boa Vista, R$ 16 em Piratini, R$ 20 em Morro Redondo e R$ 13 em São Lourenço do Sul. O quilo do mel embalado foi de R$ 15 em Santana da Boa Vista, de R$ 16 em Turuçu, R$ 18 em Amaral Ferrador, Canguçu e Pinheiro Machado, atingindo os R$ 20 em Arroio do Padre, Arroio Grande, Jaguarão, Santa Vitória do Palmar e São Lourenço do Sul, R$ 21 em Piratini, R$ 22 em Cerrito, R$ 24 em Pedras Altas, chegando a R$ 25 em Rio Grande, Turuçu e Capão do Leão. Na praça de Pelotas, o mel embalado continua de R$ 16 a R$ 20 o quilo e a granel, de R$ 10 a R$ 11 o quilo.

Produção, exportação e consumo de mel
Com um total de 22.891 colmeias, a região de Pelotas é responsável por uma produção total de 302,91 toneladas de mel. A produtividade média é de 13,23 quilos por colmeia/safra. Cada apicultor possui em média 24,02 colmeias. Canguçu é o maior produtor da região Sul, com 112,5 toneladas por safra. Pelotas está em segundo com 44,78 toneladas e Pinheiro Machado vem em terceiro com 35 toneladas, seguido por São Lourenço do Sul, com 27,5 toneladas e Piratini, 20,12 toneladas. Os dados foram apresentados pelo extensionista da Emater Regional, Ronaldo Maciel.

Segundo Maciel, 14.911 colmeias ou 65,1% das coleias da região são do tipo (modelo) Americana. Outros 27,6% ou 6.310 são do tipo Schenk e o restante (1.670 ou 7,3%) de outros tipos.

O Rio Grande do Sul é o maior produtor de mel do País, com 8,5 mil toneladas anuais, o equivalente a uma renda anual de R$ 83,8 milhões. O Estado possui 37,2 mil apicultores e 487,2 mil colmeias. Segundo dados da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), o produto gaúcho é exportado para 14 países, gerando R$ 11,9 milhões. Os Estados Unidos (EUA) são o destino de 86,4% dessas exportações e o Canadá de 12,6%.

O Brasil possui uma produção de 40 mil toneladas, com 300 mil apicultores e 2,155 milhões de colmeias. A exportação atingiu em 2016, 24.202 toneladas e o consumo médio do produto é de 80 gramas por habitante/ano enquanto na Europa, o consumo chega a um quilo por habitante/ano. Os dados são da Faculdade Rio Grandense (Fargs).

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