Ações da Emater contribuem para o desenvolvimento econômico de Piratini

Feira da Agricultura Familiar é uma das iniciativas da Emater de Piratini (Foto: Nael Rosa/JTR)

Da análise de solo para quem produz e vive do que é extraído da terra, levando a extensão rural para os produtores do campo ter acesso a linhas de crédito bancário, a Emater-RS/Ascar tem sido há mais de quatro décadas essencial para o meio rural no Rio Grande do Sul.

Somente em Piratini são cerca de 1.400 famílias atendidas por ano, entre agricultores e pecuaristas familiares, quilombolas, médios produtores, empresariais e assentados de reforma agrária e assistência técnica que tem impacto direto no desenvolvimento econômico da 1ª Capital Farroupilha.

Chefe do escritório Benhur Farias Martins fala sobre os projetos da Emater (Foto: Nael Rosa/JTR)

“Na parceria com a Secretaria de Agricultura do município e também com a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR), a Emater executa os projetos e programas do estado e se não fosse a assistência que prestamos, entendo que seria bem mais difícil, por exemplo, aos agricultores familiares e quilombolas, pois ao contrário do grande produtor que pode bancar para manter um técnico particular na propriedade, estes assim como outros não tem condições para isso”, explica o chefe do escritório local e engenheiro agrônomo, Benhur Farias Martins.

No município são 35 atividades que recebem o suporte da Emater, tendo alguns focos como a pecuária familiar, grãos, silvicultura, agroindústria, feiras da agricultura familiar, bovinocultura de leite, entre outros.

“O município, através da Secretaria da Agricultura e da Emater, vem fomentando a agroindústria familiar. Recentemente, foi inaugurada a agroindústria de mel e, agora, estamos trabalhando para que Piratini tenha a produção de queijo e ovos, para assim formalizar estas atividades que deverão se tornar realidade. Nossa intenção é que como o mel, possam ser encontrados nas prateleiras do comércio ovos e queijos com a marca local, e também participar nas chamadas públicas do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e para isso já estamos em busca de recursos”, garante Martins.

Ele também destaca que já está sendo projetada uma agroindústria de doces e conservas com verbas repassadas ao município pelo estado. Nesse caso, pretende explorar o potencial de 22 famílias do Rincão da Faxina, quilombo situado no 5ª Distrito, que hoje vendem seus produtos em uma feira montada na praça Inácia Machado da Silveira, no Centro Histórico.

“Esse projeto vai sair do papel em breve, e isso representa muito para os quilombolas. Um avanço que vai permitir que eles possam participar de feiras nacionais como a Expointer e a Fenadoce, comercializando itens com o nome deles. Quem mora e produz no quilombo já percebeu a necessidade de industrializar os produtos com valor agregado, porém hoje está resumido à venda na Feira da Agricultura Familiar que também foi uma iniciativa da Emater”, finaliza o chefe do escritório.

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