Piratini: Relator pede suspensão do mandato da vereadora Miriam Buchweitz (MDB) por 60 dias

Relatório que pede punição à vereadora será submetido ao plenário da Câmara. (Foto: Nael Rosa/JTR)

A Comissão de Ética da Câmara de Vereadores de Piratini concluiu uma importante etapa no Processo Administrativo Disciplinar envolvendo a vereadora Miriam Buchweitz de Ávila (MDB).

Por 2 a 1, o relatório do vereador José Auri (PT) foi aprovado, e apontou que a parlamentar cometeu transgressão grave à ética ao afirmar, em março deste ano, que o vereador presidente da Casa, Manoel Rodrigues, contratou uma empresa inapta para o aumento da estrutura física da bancada do PDT, além de ter dito que o valor pago pela obra estava em desacordo com o praticado no mercado.

O documento diz que Miriam acusou o vereador no curso de uma discussão, ofendendo sua honorabilidade com alegações inverídicas e improcedentes agindo, desta forma, de maneira desrespeitosa com a autoridade em questão.

“Este é o parecer final deste relator, por entender ter se caracterizado o cometimento de conduta pública incompatível com a ética parlamentar, resultando em grave transgressão”, disse o relator.

Como punição, Auri pede que Miriam tenha o mandato suspenso por 60 dias o que, para se tornar realidade, precisa de aprovação da maioria dos vereadores. A sessão que poderá ou não suspender a parlamentar ocorre em setembro e precisa de maioria simples. Ela, como ré, e também o presidente da Câmara não têm direito à voto.

A reportagem tentou contato com a defesa da vereadora, mas até o fechamento desta matéria, não houve retorno.

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