Piratini: Prefeito orienta bancada do MDB a votar contra o projeto das emendas impositivas

Prefeito orientou que vereadores da base votem contra o projeto. (Foto: Nael Rosa/JTR)

O projeto do vereador Manoel Rodrigues (Progressistas) que, se aprovado, permitirá que parlamentares destinem recursos do orçamento do município para áreas diversas, vai à votação no Legislativo na primeira quinzena de outubro.

Embora o vereador continue com boas expectativas de aprovação, ele não deve encontrar vida fácil já que a matéria precisa de seis dos nove votos da casa, ou seja, no mínimo um voto dos vereadores do MDB, que já foram orientados pelo prefeito Márcio Porto, do mesmo partido, a se posicionar contra as emendas impositivas.

“Entendo que é algo bom para a comunidade, portanto minha expectativa é de que o projeto seja aprovado”, disse Rodrigues.

O líder da situação, vereador Jimmy Carter (MDB), já declarou ser contrário ao tema, pois em sua opinião, caso os parlamentares possam usufruir de valores que pertencem aos cofres do município, poderá faltar recursos para o governo honrar suas contas ou aplicar em melhorias para a comunidade.

“Sou contra, pois no meu entender isso vai na contramão da função exercida pelo vereador. Quem tem que administrar os recursos do município é o Executivo, e a nós parlamentares cabe apenas fiscalizar, pois não temos o conhecimento da realidade financeira da prefeitura. Se esse projeto for aprovado, vai faltar recurso para áreas que mais necessitam. Também temo que o município vire um balcão de negociatas, o que já ocorre em Brasília, onde o governo federal é apenas um fantoche, pois quem manda de fato no país é o Congresso Nacional e eu temo que esses vícios venham para dentro de Piratini”, disse Carter.

O prefeito declarou que a prefeitura não possui caixa para bancar as emendas dos vereadores e que, se a matéria for aprovada, vai beneficiar um número reduzido de pessoas, prejudicando a coletividade.

“Nada contra o vereador, mas devemos frisar que o Executivo tem um corpo técnico que,  junto com o prefeito, atua nas finanças do município. Se começarmos a distribuir dinheiro vai virar baderna”, observou Porto.

Ele acrescentou que Piratini é um município paupérrimo, o que leva tanto o prefeito como os vereadores a estarem constantemente em Brasília, por exemplo, pleiteando recursos para poder sanar as necessidades constantes e em diferentes áreas.

“Nossa rotina é viver em Porto Alegre e também em Brasília com um pires pedindo dinheiro, pois nossa arrecadação paga somente 17% do que o município gasta. Então, como uma cidade que depende 83% do estado e da União, vai conseguir distribuir dinheiro desta forma?”, indaga Porto.

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